terça-feira, 22 de janeiro de 2013

DIA INTERNACIONAL DO MAÇOM



Nos dias 20, 21 e 22 de fevereiro de 1.994, realizou-se em Washington, nos Estados Unidos, a Reunião Anual dos Grãos-Mestres das Grandes Lojas da América do Norte (Estados Unidos, Canadá e México).

Na ocasião, estiveram presentes como Obediências Co-Irmãs (Sister Jurisdictions) , a Grande Loja Unida da Inglaterra, a Grande Loja Nacional Francesa, a Grande Loja Regular de Portugal, a Grande Loja Regular da Itália, O Grande Oriente da Itália, a Grande Loja Regular da Grécia, a Grande Loja das Filipinas, a Grande Loja do Irã, no exílio; além do Grande Oriente do Brasil, com uma delegação chefiada por seu Grão-Mestre Francisco Murilo Pinto, que ali estava como observador.

Ao encerramento dos trabalhos, o Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, Ir \ Fernando Paes Coelho Teixeira, apresentou uma sugestão encampada pelos Grãos-Mestres de todas as Grandes Lojas dos Estados Unidos e mais as do México e Canadá, no sentido de fixar o dia : 
 22 de fevereiro como o DIA INTERNACIONAL DO MAÇOM, a ser comemorado por todas as Obediências reconhecidas, o que foi totalmente aprovado.

E por quê 22 de fevereiro?

Porque foi no dia 22 de fevereiro de 1.732, em Bridges Creek, Na Virginia (EUA), que nasceu GEORGE WASHINGTON, o principal artífice da independência dos Estados Unidos. Nascido pouco depois do início da Maçonaria nos Estados Unidos - o que ocorreu em 23 de abril de 1.730, no estado de Massachussets - Washington foi iniciado a 4 de novembro de 1.752, na "Loja Fredericksburg nº 4", de Fredericksburg, no estado da Virginia; elevado ao grau de Companheiro em 1.753, e exaltado a Mestre em 4 de agosto de 1.754.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013



PRINCÍPIOS  FUNDAMENTAIS DO RITUAL DE EMULAÇÃO


No  Brasil  a maioria das Lojas   foram  fundadas por irmãos oriundos do REAA.    Por esta razão ainda persiste no interior das Lojas do Ritual de Emulação costumes e hábitos oriundos do REAA.
Vemos muitos irmãos  ainda  usando  termos,  tais como:  Balaustre ,   Prancha,  Oriente, Ocidente..etc,   em Loja do Ritual de emulação, o que está errado, os termos corretos seriam,  Ata, Correspondência,  Leste e Oeste.
Mas muitos ainda estranham,  e muito, a simplicidade do Ritual de Emulação.   Um irmão até chegou a comentar:   “ por que não é lido o Salmo 133  na nossa Loja ?.   È tão bonito !!! Deveríamos ler  na abertura da Loja... “ Oh, quão bom e quão suave é os irmãos viverem em união ... etc “, dizia ele. 
O principio e a coluna mestra do Ritual de Emulação, é a  crença no  Grande Arquiteto do Universo, e mais nada !!
Em 1723,  o ministro presbiteriano escocês Dr. James Anderson, publicou as Constituições da Maçonaria. É neste documento que estão dois baluartes da Maçonaria: a proibição de temas políticos e sectário-religiosos no interior das lojas e a exigência dos membros possuírem a crença num Ser Supremo.  Neste Ritual,  foi eliminado qualquer resquício de qualquer tipo de esoterismo, exoterismo, cabala, astrologia  e  numerologia, tão comuns em outros ritos...
No Ritual de Emulação, a Bíblia está lá,  em Loja,  mas não é lida, apenas é uma  lembrança  e referencia aos  irmãos de que existe um  Deus , que é o Grande Arquiteto do Universo.    Nada de religião esotérico, existe neste rito.
Quando falamos de Maçonaria Pura, estamos falando, da primeira Loja, oficial do mundo moderno, a Grande Loja da Inglaterra ou UGLE.   Todos os outros ritos são posteriores ao Ritual de Emulação.       O  “Rito Escocês Antigo e Aceito”  surgiu oficialmente  em 1801  nos EUA, para denominar o sistema composto pelos 25 graus do Heredom e mais os 08 graus lá criados, formando o sistema de 33 graus como é praticado hoje, quando então  nasceu o 1º Supremo Conselho do REAA no mundo.    A maçonaria original tinha somente dos 3 primeiros graus simbólicos, outros graus superiores, foram sendo acrescentados ao longo dos anos.  
Esta é a razão de no Ritual Inglês,  não existirem , signos do zodíaco,  corda de 81 nós, estrela flamígera,  cálice da amargura,  provas do fogo, prova da água, câmera de reflexões  aonde o profano faz seu “testamento”, e  muitos outros enxertos esotéricos  existentes em outros ritos.   

O documento foi expedido em 13/6/2012 por J. Derek Robson, Grão-Mestre do Estado Australiano de Gales do Sul.

GRÃO MESTRE PROIBE ESOTERISMO EM LOJA !



Devido a forte influência de outros ritos no 
Ritual de Emulação, foi feito um Edito  expedido em 13/6/2012 por J. Derek Robson, Grão-Mestre do Estado Australiano de Gales do Sul,  PROIBINDO QUALQUE TIPO DE ESOTERISMO EM LOJA  e especifica:

1. A Educação Maçônica oficial, autorizada, incluindo suas instruções, é regular apenas quando aplicada à Maçonaria Especulativa ou Livre e Aceita (Maçonaria Regular).

2. Em virtude de interpretações bastante divergentes quanto ao termo “esotérico” e seus derivados, eu me acho preocupado quanto ao modo impróprio como eles vêm sendo empregados na Maçonaria Regular. O termo ser deve ser evitado, uma vez que foi e poderá ser empregado em detrimento da Maçonaria.

3. Eu exorto os maçons a fazerem progressos diários adquirindo conhecimentos maçônicos. Especulações e discussões devem ficar restritas aos Landmarks da Ordem.

4. A exposição de trabalhos e a condução de discussões interpretativas na Maçonaria Regular, devem visar a aquisição progressiva de conhecimentos maçônicos voltados à compreensão dos segredos e dos mistérios da Ordem, que promovam a fraternidade humana sob a paternidade divina. Para evitar equívocos, tais exposições e discussões devem ser tratadas como assuntos “especulativos” e o termo “esotérico” não deve ser empregado.

5. A Maçonaria Regular não permite nenhuma forma de esoterismo que englobe ou contenha tendências em relação ao ocultismo, magia, alquimia,astrologia, misticismo profano, transcendentalismo, druidismo, rosacrucianismo, satanismo, ou qualquer movimento relacionado a estes assuntos. A apresentação, o endosso, e/ou a promoção de tais assuntos em qualquer das lojas jurisdicionadas à Grande Loja Unida de Nova Gales do Sul e Territórios ACT, estando a oficina aberta, em recreação, fechada, deve ser considerada como irregular e estritamente proibida.

6.     Qualquer violação deste Edito constitui grave conduta anti-maçônica, devendo ser              julgada como tal.

7. O Grão-Mestre pode, vez ou outra,  conceder permissão para a apresentação de trabalhos sobre assuntos esotéricos. Sem tal autorização, que estabelece certos termos e condições impostas por ele,  o ato constitui violação do edito. O pedido de autorização [para a apresentação de trabalhos dessa natureza]  deve ser feito por escrito e enviado ao Grão-Mestre, por meio do Grande Secretário.    A permissão só será concedida se o trabalho proposto tratar-se de peça genuína de pesquisa maçônica.

DEREK J ROBSON  -  GRÃO-MESTRE 
New South Wales & Australian Capitol Territory (NSW & ACT

Devemos respeitar outros ritos maçons,  cada rito tem suas características, mas não podemos aceitar que  dentro de uma Loja do Ritual de Emulação, sejamos influenciados por  simbolismos alheios ao rito original.    Se  não desejamos aceitar estas verdades, mudemos de rito e voltemos ao REAA. 


MESTRE INSTALADO - NÃO É GRAU !!!


Pediu-me o Irmão que dissertasse sobre um uso que indevidamente vem se tornando um   costume e assolando a Ordem de modo geral, qual seja o de lançar no livro de presenças o “grau” de Mestre Instalado, ou de ser cumprimentado ou cumprimentar aos ex-Veneráveis Mestres como Mestres Instalados. Para melhor compreensão do tema nos reportarmos à    Sessão de Instalação, ou seja de posse do Presidente de Loja Maçônica.
Ouve-se em muitas discussões e pronunciamentos a adoção do termo “Trono de Salomão”. Não se sabe se por acharem o termo bonito, pomposo ou por pura ignorância por terem ouvido outros Irmãos utilizarem tais termos e decidiram repeti-lo sem o devido conhecimento.
Com todo o respeito, ousamos discordar da utilização da expressão Trono de Salomão, e o faço antes que se espalhe de vez pela Ordem, influenciando mais algum Irmão desavisado. Muito menos posso concordar que exista o “grau” de Mestre Instalado, ou seria o mesmo que concordar que tenha sido instituído o que eu denomino como o grau 3 e meio (3,5).
Trono de Salomão só existe na cerimônia de Instalação (ou Posse) de Veneráveis Mestres, posto que se tenta reproduzir o Templo ou o Palácio de Salomão, onde existia um Trono. A cadeira que se encontra no Oriente, no REAA, é simplesmente o Trono, mais nada. Não é de Salomão nem do Venerável. Trono é só uma cadeira.
O correto é dizer que, sentados ao Altar, ficam, o Venerável, no Trono, e a mais alta autoridade do Simbolismo, á direita do Venerável, o qual deveria ser exclusivo, do Grão Mestre. Essa, inclusive, já é uma concessão que reputo à vaidade de alguns maçons porque, na realidade, esse lugar do Grão-Mestre não pode ser ocupado por ex-veneráveis em qualquer lugar que a Maçonaria seja praticada seriamente.        Isso é o que me traz a tradição maçônica, antes de tantos entendidos mexerem no ritual.
Para instalação de um Mestre na Cadeira de Salomão, é exigida a passagem por uma cerimônia de instalação, que é uma distinção especial. Um Mestre é dito instalado quando ocupa a função para qual passou pela respectiva cerimônia. Neste ato o Mestre Maçom muda de
avental e passa como Venerável Mestre a dirigir os trabalhos da Loja.
Portanto, quando o Venerável Mestre passa o malhete para seu sucessor, ele deixa de estar instalado, pois senão significaria que ele ainda estaria ocupando a cadeira agora destinada a um outro Irmão, não é mesmo? O Mestre Instalado, depois de cumprida a honrosa missão de presidir os trabalhos e de liderar seus Irmãos e sua Loja , torna-se ex-Venerável Mestre, no gozo das regalias previstas no regulamento.                         A tradição, a bem da verdade, orienta que deveria ocupar o lugar de Guarda do Templo, que é 
um dos cargos mais importantes em Loja.   No entanto vemos comumente, vários ex-veneráveis sentados ao lado do Venerável e um aprendiz fazendo a função de Guarda do Templo. 
O uso e costume, é que tem levado os ex-Veneráveis a continuarem usando o MI, em vez de serem ex-Veneráveis de Loja, ou como queiram Past-Venerável Mestre. Pior é que entendo como sendo tudo uma questão de vaidade, o que na prática deveríamos combater, afinal devemos buscar submeter nossas vontades e vencer nossas paixões.
Hoje, infelizmente, vemos que alguns Mestres Maçons, ex-Veneráveis de Loja, brigam para manter o status de MI, tentando serem tratados quase que com veneração, com inúmeros direitos. É claro, que há também mestres maçons, que defendem com unhas e dentes, a manutenção dessa situação, a de MI, pois sonham em ser também MI e outros porque
acreditam na legitimidade da denominação.
Vale lembrar que a situação de Mestre Instalado não é pré-condição para aceitação de um Mestre nos Graus Filosóficos, justificando não ser considerado como grau maçônico, e sim qualidade especial.
Já pensou se um mestre maçom, ou como gostam de ser chamados os MI, que ocupam graus nos corpos filosóficos, resolverem assinar a lista de presença utilizando o grau filosófico também, teríamos por exemplo: MM9, MM14, ou então MI15, MI33, etc ...
A condição especial é que confunde os Irmãos, pois a instalação ocorre uma única vez e o ex-Venerável que tenha sido instalado, se for ocupar novamente a cadeira de Salomão, não necessita passar pela cerimônia de instalação. É isto que faz o irmão querer manter o termo MI.
A rigor, se no livro de presenças se pede para lançar o Grau do Irmão, dever-se-ia lançar os numerais 03, informando que se trata de um Irmão Mestre Maçom, ou 02 de Companheiro Maçom, e finalmente 01 se for lançada a presença de um Aprendiz Maçom. Estes sim, são Graus da Maçonaria Simbólica. Entende-se o lançamento das letras M.’.M.’., Comp.’.M.’. ou Ap.’.M.’. representando Mestre Maçom, Companheiro Maçom e Aprendiz Maçom, mas daí a lançar-se M.’.I.’. no lugar destinado ao grau, denota-se tratar de uma enorme vaidade.
Dessa forma, com todo respeito aos trabalhos de um Venerável Mestre, que são de modo geral louváveis e dignos de todos elogios, procuramos aqui não negar as qualidades que esses Irmãos têm ou demonstraram ter, mas simplesmente mostrar que esse negócio de Mestre Instalado pode ser fruto apenas de vaidade, e nada mais.
Dessa maneira, entendo que na lista de presença temos que assinar MM e quando de saudações aos Irmãos usarmos Mestres Maçons, Ex-Veneraveis de Loja.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

RITO SCHRÖEDER



Rito Schröder 


É  um ritual maçônico utilizado por algumas lojas na Alemanha, é um rito que por sua simplicidade se aproxima muito do Ritual de Emulação, criado por FRIEDRICH ULRICH LUDWIG SCHRÖDER, que foi um dos reformadores da Maçonaria Alemã, e submetido aos Mestres de Hamburgo em 29 de junho de 1801, que o adotaram por unanimidade, desde logo, conquistou numerosas Lojas em toda a Alemanha e em outros países, onde passou a ser praticado, principalmente, por maçons de origem alemã e logo recebeu o cognome de seu fundador, RITO SCHRÖDER.
Por sua simplicidade e beleza, o RITO SCHRÖDER tem sido erroneamente conhecido como Rito Escocês Simplificado.
Em 1789, diante da febre de reformas que se apodera da Maçonaria Alemã, quando as Lojas de Hamburgo alteraram as cerimônias, símbolos e insígnias, o Irmão SCHRÖDER sentiu que este caminho seria a ruína da Instituição e apôs-se tenazmente aos reformistas, com seus propósitos.
Convencido da necessidade urgente de reformular a Maçonaria Alemã, através do restabelecimento da prática da verdadeira e antiga Maçonaria, SCHRÖDER começou em Hamburgo, em 1790, a elaborar um novo ritual para a Grande Loja Provincial da Baixa-Saxônia, subordinada à Grande Loja de Londres, isto é a Grande Loja dos Modernos como assim diziam os que se intitulavam “Antigos”, que não possuía um Ritual escrito em inglês com um texto autêntico.
A reação de SCHRÖDER fez com que os maçons de Hamburgo verificassem que havia necessidade de expurgar todas as excentricidades e vícios que estavam desnaturalizando a Maçonaria. e, criando uma “Comissão de Estudos”, confiaram-lhe a presidência da mesma. Isso levou-o a abolir todos os enxertos que já tomava de assalto a Maçonaria Alemã.
Perseverante, estudioso e incansável, SCHRÖDER baseou todo o seu trabalho sobre o texto de “Three Distinct Knocks...[1]
Ele sentia profundamente que princípios éticos e morais eram a essência da Maçonaria e ele os formulava com grande cuidado e em colaboração com os mais educados maçons do seu tempo. Isto dá ao seu Ritual um caráter particular próprio, expressando tendências espirituais da Alemanha por volta do século XVIII. A tendência para a Maçonaria Cavalheiresca ou Templária com um forte conteúdo Cristão – e mesmo Católico Romano, tinha desaparecido, bem como todos os elementos de esoterismo e ocultismo que dominavam a Maçonaria da sua época, restaurando o Antigo Ritual Inglês, adaptando-o porém para a cultura e para o idioma germânico Fortaleceu-se a tendência de que moral elevada e princípios éticos deveriam ser as essências características da Arte Real.
Em 29 de junho de 1801, na magnífica sessão em que os Veneráveis Mestres das Lojas de Hamburgo aprovaram por unanimidade o novo Ritual, estava na verdade reunida a Grande Loja Provincial de Hamburgo e da Baixa-Saxônia, no que hoje chamaríamos de Assembléia Geral. Este fato por si só atesta a regularidade e a importância que o novo Ritual teve já no seu nascimento oficial. Seu idealizador, o Irmão Friedrich Ulrich Ludwig SCHRÖDER, ocupava o cargo de Deputado do Grão-Mestre, que era o maçom ilustre e celebrado Dr. Beckmann, e as Lojas de Hamburgo o adotaram por unanimidade. Depois de mais uma revisão de certas passagens, que não tinham concordâncias com a cerimônia, foi impressa uma edição limitada para todas as Lojas de Hamburgo. Desta edição existe somente uma cópia pertencente a uma Loja na cidade de Celle, cujo exemplar felizmente tem sido possível estudar. Por sua simplicidade e beleza, desde logo conquistou numerosas Lojas em toda a Alemanha e em outros países, onde passou a ser praticado, principalmente, por maçons de origens alemãs e logo recebeu o cognome de seu criador - RITO SCHRÖDER.
O RITO SCHRÖDER realmente ocupa uma posição de destaque entre os Ritos Maçônicos pela concordância com o Rito da Grande Loja Mãe da Inglaterra, pela eliminação de todos os adiantamentos inseridos no final do século XVIII, pelo espírito puro de humanismo, presente em seu cerimonial, e pelo brilho da linguagem clássica do alemão.
É um rito muito simples e trabalha, apenas na chamada pura Maçonaria ou seja, na dos três graus simbólicos, já que não possui Altos Graus.