segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Trolhamento: quando este termo pode estar correto !



#TROLHAMENTO .  (termo que pode estar certo sim)



Dissertamos aqui, sobre o termo trolhamento que a maioria esmagadora dos irmãos considera como sendo um termo errado quando usado no sentido de telhar.
Ja comentamos em 2 artigos anteriores sobre o significado de telhamento, como é feito, e a sua finalidade.   Agora nosso foco ficará sobre  termo TROLHAMENTO.

Pensamos sobre a prática do Rito Escocês , de fazer o telhamento ou trolhamento com o Ir. colocado entre colunas.

1-  Se raciocinarmos que isto é para telhar e saber se o irmão é maçom ou não, isto está totalmente errado, pois estaremos investigando já com a pessoa dentro do templo, o que é uma heresia e uma profanação do local de reuniões.

O método seria feito da seguinte maneira,  com o candidato entre colunas o VM. faz as seguintes pergunt
V. M.  - Sois maçom ?
Visitante:  M.I. C.T.M.R.
V.M:   De onde vindes ?
Visitante:  De uma Loja de São João Justa e Perfeita 
V.M:  Que trazeis ?
Visitante: Amizade, paz e votos de prosperidade a todos os Ir.
VM:  Nada mais trazeis ?
Visitante:  O. V.M de minha loja vos saudá por T.V.T.
VM:  O que fazem em sua Loja. 
Visitante:  Levanta -se templos a virtude e cavam-se masmorras aos vícios
V.M:   O que vindes fazer aqui?
Vencer minhas paixões, submeter minhas vontades e fazer novos progressos na                  Maçonaria, estreitando os laços de fraternidade que nos unem como verdadeiros           irmãos. 
                                                             V.M   O que desejais? .
                                                               Visitante:  Um lugar entre vós
V.M:  Este vos é concedido. 
Ir. M. de Cerimonia ....., conduzi o Ir. ao lugar que lhe compete. 

Quando eu era do Rito escocês, li , reli e decorei estas falas acima,  com medo de visitar outra loja e ser trolhado , como aconteceu de fato 1 vez. 
Penso que para este caso estaria cero o termo Trolhamento ou seja, aparar as arestas, seve bem para receber  um visitante de outra loja, o qual é desconhecido da maioria dos irmãos. Ao mesmo tempo este se apresenta a todos , saudando a Loja  em no nome do VM da loja que pertence.   Parece mais um serie fraternal de mesuras de protocolos que acontecem entre irmãos entre si.  Nunca que isto aparenta ser um telhamento para investigar um provável profano em loja.  Neste caso, é que insistimos que passar a trolha, alisar a massa, tirar as prováveis arestas, retirar da mente uma possível desconfiança que possa existir contra este irmão.  Assim reafirmo o seguinte: para mim TROLHAMENTO ESTÁ MAIS CERTO NESTE CASO ! DO QUE O TERMO TELHAMENTO . 

Wesley Santos - GOB -  PM. Loja Virtus et Labor

sábado, 23 de janeiro de 2016

O PAPEL DO COBRIDOR EXTERNO

Novas considerações

Definição e objetivos.  O telhamento tem por finalidade, como informa o manual do cobridor externo da Loja, impedir a entrada de intrusos e profanos na maçonaria.  Na Ingaterra o cobridor é chamado de TYLER, nome este que tem origem na palavra Tyle, (telha) e significa aquele de cobre um edifico.
O cobridor é um cargo que muitas vezes é menosprezado na Loja.  Em uma eleição é comum, entregar este cargo a irmãos mais humildes e sem experiencia em loja. Especificamente no Ritual de Emulação , este cargo é tão importante, que é um dos poucos cargos que o venerável não tem atribuição de nomeá-lo, e sim é eleito pala Loja. É recomendado e aconselhável que este cargo seja ocupado por um ex-venerável (um dos Pasters Masters).
Entre os deveres o cobridor deve ter uma ampliação maior, e inclui impedir a entrada de maçons irregulares.  E Maçons irregular devem ser considerados:  Maçons placetados que no momento não estão mais frequentando nenhuma loja.  Maçons que pertençam a uma Loja considerada espúria. Maçons pertencentes a Lojas de uma potência considerada irregular.  
Fica aqui também um lembrete.  A questão do Maçom da mesma potencia mas que não tem conhecimento da palavra semestral, pode entrar ou não na sessão da Loja? Talvez esta questão possa ser considerada um tanto radical por alguns, mas a palava semestral não foi criada justamente para isto?

Como deve ser o procedimento do cobridor

1 - Primeiro sua atuação deve der discreta, educada e polida.
2- Evitar que o vistante seja humilhado publicamente
3- Chamar o visitante longe da vista de todos, conversar com mesmo se possível em uma sala separada.
4- Observar se o mesmo está devidamente paramentado
5- Inquirir a Loja e a potência a que pertence
6- Qual o grau na maçonaria do visitante e se a sessão do dia é condizente com o grau do mesmo
7- Avaliar pelo, toque, sinais de palavras se ele é mesmo maçom.

Caso seja negado a sua entrada,por não cumprir os quesitos acima exigido.  Peça ao visitante que aguarde na sala, e comunique o Venerável a situação .  Pessoalmente acho que o venerável deve respeitar a decisão do cobridor e não falar ao cobridor: " tudo bem vamos relevar", e dizer "vamos deixar entrar assim mesmo".
Caso, seja o caso de ter que negar sua entrada:  amavelmente e com cortesia dizer ao visitante:  querido irmão desta vez não vai ser possível,  pois o ir. está irregular,  Mas quando tiver sanada a
irregularidade sera imenso prazer te-lo entre nós e convide-o a se retirar, acompanhando-o ate a porta da saída.
Outra atribuição do cobridor e fechar todas as portas que dão acesso a Loja.  Se algum irmão chegar atrasado comunicar ao cobridor interno. 
Se for um caso de flagrante e ostensivo tentativa de entrada de um profano, nunca abril a porta e escancara-la, pois tivemos um caso de assalto a uma Loja de Maringá e vários irmão foram humilhados e agredidos dentro do próprio templo.  Não quero julgar indevidamente, mas talvez se houvesse na época um trabalho mais eficiente do cobridor possivelmente isto não teria ocorrido. 
Temos visto também, em alguma lojas a porta que comunica com o salão de festas totalmente aberta e a passagem de familiares para a região privativa da Loja, isto também é um trabalho do cobridor
Há uma questão controversa, que é, o cobridor deve ficar restrito a ficar fora da Loja?  Tem quem pense que sim. Mas hoje, com campainha,penso que não há esta necessidade.                                   Mas cobridor é o único que pode sair e entrar da Loja sem pedir autorização do venerável.
Há quem ache que o Telhamento é aquele próprio do rito escocês, no qual o visitante fica entre colunas,  com o sinal glutural. Na minha opinião deveria ser mudado este nome de telhamento neste caso, para um outro que signifique "cerimonia de apresentação a Loja de um visitante'    Não tem sentido investigar e telhar um visitante se ele é maçom ou não, dentro da loja, no qual este responde as perguntas do venerável mestre. E se ele não for Maçom ? É retirado de dentro da loja e expulso?

Fica aqui minha pequena contribuição sobre o tema


Wesley.   PM da Loja Virtus et Labor

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Rito de York

O Rito de York

Gravura com Washington simbolizando a participação da maçonaria americana
ingependencia dos EUA da Inglaterra.

Acredito que muitos não fazem esta confusão, mas como esta obra é direcionada a Aprendizes, e muitos irmãos – por ignorância – ainda fazem confusão entre Rito de York e Ritual de Emulação, como se fossem a mesma coisa, ou sinônimos; apenas para se entender a definição do que é “Rito de York” e a sua origem, de modo a se afastar a confusão entre Ritual de Emulação e Rito de York, é necessário voltarmos um pouco no passado. O Rito York é baseado nos antigos rituais remanescentes da Antiga Maçonaria que era praticada entre os séculos XVII e XVIII (“Loja dos Antigos”).

Referidos Rituais eram praticados pelos Maçons da “Grande Loja dos Antigos”, fundada no ano de 1751 por Maçons irlandeses, que haviam sido impedidos de entrar na Grande Loja de Londres (Loja dos Modernos - Emulation Working), fundada no ano de 1717.

Thomas Smith Webb é considerado como se fosse o organizador e fundador do Rito York, ou seja, o “pai” do Rito. Ele nasceu em 30 de outubro de 1771, em Boston. Foi iniciado na Loja do Sol Nascente, em Keene, New Hampshire, aos 19 anos. No ano de 1797, ele pesquisou, catalogou, organizou e codificou todos os rituais antigos e fez um conjunto de 13 (treze) rituais, de forma condensada, em um Monitor e denominou-os de “Rito York”, em homenagem a cidade de York, pois em suas pesquisas foi tida como berço da Maçonaria no mundo, ou seja, a cidade onde se tem os registros mais antigos de reuniões maçônicas.