segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Reforma Protestante Lutero e Maçonaria


Reforma Protestante Lutero e a Maçonaria

Respondendo a um irmão de minha loja, que fez a seguinte afirmação; " Isto é um absurdo,  Lutero e Maçonaria não tem nada a ver, são coisas distintas ". 

A Inquisição foi criada na Idade Média (século XIII) e era dirigida pela Igreja Católica Romana. Ela era composta por tribunais que julgavam todos aqueles considerados uma ameaça às doutrinas (conjunto de leis) desta instituição. Todos os suspeitos eram perseguidos e julgados, e aqueles que eram condenados, cumpriam as penas que podiam variar desde prisão temporária ou perpétua até a morte na fogueira, onde os condenados eram queimados vivos em plena praça pública.
História e atuação 
história da inquisição Galileu GalileiAos perseguidos, não lhes era dado o direito de saberem quem os denunciara, mas em   contrapartida, estes podiam dizer os nomes de todos seus inimigos para averiguação deste tribunal medieval. Com o passar do tempo, esta forma de julgamento foi ganhando cada vez mais força e tomando conta de países europeus como: Portugal, França, Itália e Espanha. Contudo, na Inglaterra, não houve o firmamento destes tribunais.  O cientista italiano Galileu Galilei: vítima das perseguições inquisitorias  Muitos cientistas também foram perseguidos, censurados e até condenados por defenderem idéias contrárias à doutrina cristã. Um dos casos mais conhecidos foi do astrônomo italiano Galileu Galilei, que escapou por pouco da fogueira por afirmar que o planeta Terra girava ao redor do Sol (heliocentrismo). A mesma sorte não teve o cientista italiano Giordano Bruno que foi julgado e condenado a morte pelo tribunal.   Este movimento se tornava cada vez mais poderoso, e este fato, atraía os interesses políticos. Durante o século XV, o rei e a rainha da Espanha se aproveitaram desta força para perseguirem os nobres e principalmente os judeus. No primeiro caso, eles reduziram o poder da nobreza, já no segundo, eles se aproveitaram deste poder para torturar e matar os judeus, tomando-lhes seus bens.  Durante a esta triste época da história, milhares de pessoas foram torturadas ou queimadas vivas por acusações que, muitas vezes, eram injustas e infundadas. Com um poder cada vez maior nas mãos, o Grande Inquisidor chegou a desafiar reis, nobres, burgueses e outras importantes personalidades da sociedade da época.  Por fim, esta perseguição aos hereges e protestantes foi finalizada somente no início do século XIX.

A Maçonaria Especulativa surgiu durante o período da reforma protestante. Notadamente, James Anderson, o autor da Constituição de Anderson, era um pastor presbiteriano.

Martinho Lutero foi apoiado por vários religiosos e governantes europeus provocando uma revolução religiosa, iniciada na Alemanha, e estendendo-se pela SuíçaFrançaPaíses Baixos,Reino UnidoEscandinávia e algumas partes do Leste europeu, principalmente os Países Bálticos e a Hungria. A resposta da Igreja Católica Romana foi o movimento conhecido como Contra-Reforma ou Reforma Católica, iniciada no Concílio de Trento.
Imediatamente após o início da Reforma Protestante, a Igreja Católica Romana decidiu tomar medidas para frear o avanço da Reforma. Realizou-se, então, o Concílio de Trento (1545-1563), que resultou no início da Contra-Reforma ou Reforma Católica, na qual os Jesuítas tiveram um papel importante. A Inquisição e a censura exercida pela Igreja Católica foram igualmente determinantes para evitar que as ideias reformadoras encontrassem divulgação em PortugalEspanha ou Itália, países católicos.
O principal acontecimento da contra-reforma foi a Massacre da noite de São Bartolomeu. As matanças, organizadas pela casa real francesa, começaram em 24 de Agosto de 1572 e duraram vários meses, inicialmente em Paris e depois em outras cidades francesas, vitimando entre 70.000 e 100.000 protestantes franceses (chamados huguenotes).
Nas primeiras décadas após a Reforma Protestante, surgiram diversos grupos, destacando o Luteranismo e as Igrejas Reformadas ou calvinistas (Presbiterianismo e Congregacionalismo). Nos séculos seguintes, surgiram outras denominações reformadas, com destaque para os Batistas e os Metodistas.

A Maçonaria surgiu efetivamente na Inglaterra, que adotara a Igreja Anglicana, como religião oficial, e portanto estava livre dos tentáculos da Inquisição Católica-Romana .   Os principais lideres e fundadores da UGLE, eram protestantes (Desagulliers e Anderson). A maçonaria levou muito mais templo para ser implantada em países ainda dominados pelo catolicismo romano. 


Ex- VENERÁVEL DONO DA LOJA

Fonte: Hercule Spoladore-Loja de Pesquisas Maçônicas “Brasil”- Londrina-PR.
Simplesmente, conforme o titulo do trabalho já sugere, é um Irmão que exerceu sua gestão como venerável de uma loja e que seu desempenho pode ter sido muito bom ou muito mau, mas seu mandato se esgotou, e ele esquecendo que já passou o seu momento como principal gestor da loja e que deveria ficar quieto no seu canto, insiste em se intrometer nos trabalhos da nova liderança que democraticamente surgiu na sua loja através do voto.
 Apegado ao poder, chega aos limites da hipocrisia que como se sabe é o ato de fingir qualidades, ideias ou sentimentos que em realidade ele não tem e isso às vezes se torna uma verdade para ele ainda que falsa, um verdadeiro sofisma, e ele acreditando ser o que sabe tudo, que sabe mais que os outros, em fim é o dono da verdade.
Ele não sabe se conter, não consegue ficar sem dar palpites, fala a vontade, qualquer hora, não pede a palavra, não segue a ritualística e o momento certo de falar, gosta de dar ordens ao novo venerável. Se o novo venerável não for um líder pragmático, pulso forte, que não saiba se impor, ficará a mercê do antecessor, não podendo exercer a sua gestão a contento como planejou.
Todavia, numa loja democrática, não faltarão Irmãos que com coerência e bom senso, tomarão partido do novo líder e os mais habilidosos, chegam ao ex e com muito jeito, com parcimônia tentam faze-lo compreender a nova situação, o que às vezes não conseguem havendo até em certos casos uma cisão na loja. Muitas novas lojas foram fundadas por ex-veneráveis que não souberam respeitar a nova liderança. Este é um fato inconteste.
Este apego ao poder é algo que o ex-venerável às vezes não pode se controlar, porque ele não estava preparado quando exerceu seu mandato para um dia deixa-lo como soe acontecer nos regimes democráticos e uma loja maçônica não tem dono justamente por ser uma democracia. Ele se achou venerável, e não entendeu que apenas estava venerável. Acha que continua venerável.
Este tema abre um leque mais profundo em relação a analise do poder nas lojas e como ele é manipulado.
Este tipo de dono da loja não é o pior entrave para uma loja. O pior ex-venerável é aquele tipo de irmão matreiro, político, de fala mansa, que sorri para todo mundo, abraça a todos três vezes e que se derrete em falsos elogios aos Irmãos do quadro e procede assim porque é uma das suas estratégias para se manter no poder eternamente. Ele se vale de bonecos ou títeres para cobrir uma gestão que por imposições das constituições das potências ele não pode se reeleger mais de uma ou duas vezes. Em seguida ele volta gloriosamente na próxima. Mas durante a gestão de seu preposto, quem dirigirá a loja de fato, será ele. Não de direito, mas de fato. Ele tomará todas as decisões e o venerável de plantão cumprirá rigorosamente o que o seu chefe determinar.  Geralmente ele tem o seu grupo, formado por comparsas que são coniventes que antecipadamente já decidiu quem será o venerável para os próximos seis ou oito anos, mas sempre ele voltando após as gestões de seus substitutos arranjados ou então apenas preferirá ser o chefe por trás, nos bastidores, mandando em tudo e por muito tempo.
No fundo a sede de poder, nada mais que uma autoafirmação, insegurança, incapacidade de ser transparente com seus semelhantes e com o meio em que vive vaidoso mentiroso geralmente tendo uma visão unilateral dos processos de interação entres os Irmãos, tornando sua personalidade a de um verdadeiro psicopata social. Não sabe mais discernir os seus limites. Não tem sentimentos. Chega a ser uma doença um desvio de personalidade, e de comportamento.
Isto não é bazofia ou piada. Isto realmente acontece na Maçonaria brasileira num índice maior do que se pode imaginar, mas não como rotina. Infelizmente esta situação vem ocorrendo e muitos irmãos fingem não vê-la ou senti-la, porque os membros das lojas com exceção de verdadeiros maçons agem passivamente como cordeiros, esquecendo que uma loja aberta em sessão é uma tribuna livre onde ideias são criadas, sonhos são idealizados que podem mover o mundo, um verdadeiro laboratório social que pode mudar tudo para melhor e por isso todos os problemas devem ser discutidos e todos devem participar.
Mas é bom que se frise que a maioria dos ex-veneráveis não se enquadram nesta descrição. Existem ainda muitos bons maçons na Ordem. Felizmente a maioria. São. Irmãos excelentes, preparados, humildes, sabem qual é o seu lugar dentro de uma loja, bons conselheiros, conhecem o peso de um malhete, porque já o manejaram quando foram veneráveis.  Aprenderam mais ouvir que falar.
A Maçonaria valoriza  a arte do dialogo, ou a discussão, como força de argumentação permite que se contrariem ideias, que elas sejam discutidas em todos os sentidos e que dessa situação nasça um ideia concreta, inteligente, e perfeita, uma verdadeira síntese de tudo o que foi tratado, desde que venha em favor da Ordem e da humanidade. Ela prega a igualdade e a liberdade de pensamento entre seus adeptos.
Esta situação de dono de loja é uma das causas maiores do afastamento de muitos honrados irmãos da Ordem. Se um irmão, sem medo, com coragem falar em nome da democracia e dos verdadeiros princípios da Ordem, e isto ferir os desígnios destes déspotas, este será marcado, perseguido e descriminado.
Considerando-se que temos cerca de seis ou sete mil lojas no Brasil, imagine-se o número de Irmãos que agem desta forma, considerando-se que a natureza humana é complexa e estranha, que muitos homens possuem a síndrome do poder em função de seu DNA animalesco onde um quer ser o dominante sobre o outro, ou sobre os outros. Geralmente estas pessoas são inseguras, não são felizes, não estão de bem com a vida e esta forma de querer exercer um suposto poder sobre os outros é sua maneira de tentar equilibrar seus próprios defeitos.
            A síndrome do poder também chamada de síndrome do pequeno poder é uma atitude de autoritarismo por parte de um individuo que recebeu um poder e tenta usa-lo de forma absoluta e imperativa sem se preocupar com os problemas dicotomizados que possam vir a ocasionar. A síndrome do pequeno poder pode se tornar uma patologia, quando se torna crônica. Existem aqueles Irmãos que mesmo longe do poder pensam que o possui. Quando a realidade lhe é mostrada, entram em depressão.
Mas a Maçonaria prega justamente o contrário. Ela é democrática. Quando se fala em vencer as paixões significa que o maçom deve fazer prevalecer em seu consciente racional sobre as programações erradas de seu subconsciente, ou seja, sobre a parte ruim que o ser humano tem dentro de si. Segundo São Francisco de Assis, é o “burro” ou a “besta” que o ser humano carrega dentro de sua consciência. Uma das condições mais exigidas pelos princípios maçônicos é justamente você fazer prevalecer seu lado bom, vencendo o seu lado mau.
 A condição para um irmão ser venerável em primeiro lugar é que ele tenha merecimentos pessoais e que tenha um conhecimento profundo da ciência maçônica em todos os seus segmentos, tais como história da Ordem, ritualística, simbologia, administração, legislação e justiça sendo tudo isso associado à sua capacidade de liderança.
Evidentemente a Maçonaria terá que renovar seus líderes, para que novas ideias, novos postulados, novos rumos e até novos paradigmas sejam estudados, adotados e postos em ação.
: VOCÊ QUER CONHECER UM MAÇOM? DÊ-LHE PODER.
Por fim, enfatiza-se que este trabalho foi escrito para uma minoria de Irmãos, que são gananciosos do poder. Ressalve-se aqueles Irmãos ex-veneráveis pessoas intocáveis que não se enquadram neste contexto. Felizmente, a maioria. Estes são os sustentáculos da Ordem.
            Fonte:   http://filhosdehiran.blogspot.com.br 

Hercule Spoladore-Loja de Pesquisas Maçônicas “Brasil”- Londrina-PR.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012


 USO DE LUVAS NO RITUAL DE EMULAÇÃO:

Nos trabalhos de emulação elas são tidas como item essencial, sendo consideradas um complemento ao traje maçônico.   Tanto isto é verdade que na Inglaterra , o uso de Luvas é obrigatório .
Infelizmente no Brasil, muitas lojas que dizem praticar o Ritual de Emulação dispensam o seu uso, portanto as Lojas que assim procedem estão irregulares quanto ao traje maçônico do verdadeiro Ritual de Emulação.
Alega-se que o Brasil é um pais tropical e fica difícil adotar este costume, o que a meu ver é uma desculpa sem fundamento, já que em todas as Lojas nos dias de hoje, possuem  instalado ar condicionado.

Fotos da:
UNITED GRAND LODGE OF ENGLAND

Temos como exemplo os irmãos do Rito Adhorinamita, que também, não só usam luvas  mas usam também chapéu em suas cerimonias, e este rito existe praticamente só no Brasil.
O uso das luvas brancas, não só daria um ar maior de seriedade, elegância e distinção ao traje maçônico e como estaríamos também nos distinguindo e diferenciando de outro ritos, dando uma maior beleza a cerimonia que está sendo realizada.  Se não for possível em todas as reuniões, deveriam adotar este costume pelo menos nas cerimonias oficiais de iniciação, elevação e exaltação.

Contudo o Venerável mestre é quem decide o seu uso dentro da Loja que preside, logicamente dando oportunidade aos irmãos a darem sua opinião a respeito.
Fonte :  Ritual de Emulação - Fabio Mendes Paulino.

NA FOTO ABAIXO TEMOS O EXEMPLO DA LOJA AURORA MATO-GROSSENSE  REUNIDOS EM GRAU DE COMPANHEIRO !!!   E OLHA QUE MATO GROSSO É QUENTE !!!




sexta-feira, 16 de novembro de 2012


Édito contra o esoterismo

(Contribuição do Brother Ricardo Vidal)


O documento foi expedido em 13/6/2012 por J. Derek Robson, Grão-Mestre do Estado Australiano de Gales do Sul.

Èdito do Grão-Mestre

1. A Educação Maçônica oficial, autorizada, incluindo suas instruções, é regular apenas quando aplicada à Maçonaria Especulativa ou Livre e Aceita (Maçonaria Regular).

2. Em virtude de interpretações bastante divergentes quanto ao termo “esotérico” e seus derivados, eu me acho preocupado quanto ao modo impróprio como eles vêm sendo empregados na Maçonaria Regular. O termo ser deve ser evitado, uma vez que foi e poderá ser empregado em detrimento da Maçonaria.

3. Eu exorto os maçons a fazerem progressos diários adquirindo conhecimentos maçônicos. Especulações e discussões devem ficar restritas aos Landmarks da Ordem.

4. A exposição de trabalhos e a condução de discussões interpretativas na Maçonaria Regular, devem visar a aquisição progressiva de conhecimentos maçônicos voltados à compreensão dos segredos e dos mistérios da Ordem, que promovam a fraternidade humana sob a paternidade divina. Para evitar equívocos, tais exposições e discussões devem ser tratadas como assuntos “especulativos” e o termo “esotérico” não deve ser empregado.

5. A Maçonaria Regular não permite nenhuma forma de esoterismo que englobe ou contenha tendências em relação ao ocultismo, magia, alquimia, astrologia, misticismo profano, transcendentalismo, druidismo, rosacrucianismo, satanismo, ou qualquer movimento relacionado a estes assuntos. A apresentação, o endosso, e/ou a promoção de tais assuntos em qualquer das lojas jurisdicionadas à Grande Loja Unida de Nova Gales do Sul e Territórios ACT, estando a oficina aberta, em recreação, fechada, deve ser considerada como irregular e estritamente proibida.

6. Qualquer violação deste Edito constitui grave conduta anti-maçônica, devendo ser julgada como tal.

7. O Grão-Mestre pode, vez ou outra,  conceder permissão para a apresentação de trabalhos sobre assuntos esotéricos. Sem tal autorização, que estabelece certos termos e condições impostas por ele,  o ato constitui violação do edito. O pedido de autorização [para a apresentação de trabalhos dessa natureza]  deve ser feito por escrito e enviado ao Grão-Mestre, por meio do Grande Secretário.    A permissão só será concedida se o trabalho proposto tratar-se de peça genuína de pesquisa maçônica.

DEREK J ROBSON  -  GRÃO-MESTRE
New South Wales & Australian Capitol Territory (NSW & ACT) Australia.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012



Loja Aberta e Loja de Instrução:   (No Ritual de Emulação)


Prática inexistente no Brasil !!

Temos a informação de que na Inglaterra não se ministra Preleção em Loja regular, mas sim em Loja de Instrução, esta, por sua vez não faz parte dos costumes maçônicos brasileiros. A questão da "Loja aberta ou não necessariamente" pode ser suplantada se houver na Ordem do Dia a previsão de que a Loja será colocada em descanso, para que as instruções sejam ministradas e os sinais sejam dados da forma correta, ou seja, sentados. Em Loja aberta os Sinais jamais são dados sentados, e sim em pé, por isso causa estranheza aos Irmãos que o Livro de Preleções da Inglaterra, a exemplo do Grau de Aprendiz, mande que os Sinais sejam dados sentados, nas primeiras seis seções, e em pé apenas na última. Mas isso deixa de ser estranho a partir do momento que entendamos que as Preleções NÃO SÃO ministradas em Loja, por isso não há choque de regras quando se faz o Sinal sentado, porque é Loja de Instrução. Colocando a Loja em Descanso, haveria assim uma “permissão” para cumprir o Livro de Preleções à risca, ou seja, dar o Sinal sentado, nos momentos em que ele determina que assim o faça. Digamos que é uma brecha - do ponto de vista de um advogado - para a adaptação da prática inglesa ao costume e realidade brasileira, sem perder a essência.

Uma Loja de Instrução segue outro trâmite, bem mais à vontade. Nem mesmo Regalia (paramentos) são necessários. É uma reunião informal. Uma reunião de estudo, ensaios, etc. É o local onde se aprende, tira dúvidas para poder fazer bem feito em Loja aberta. Não faz parte da nossa Cultura Maçônica, por isso é tão difícil memorizar aqui o ritual, e nos faz adotar o método mais fácil e mecânico da leitura. Um método que deixa a sessão tediosa e pouco dinâmica, sem brilho.


Informações mais completas em : 
http://www.ritualemulacao.com/2012/01/22-prelecoes-no-ritual-de-emulacao.html

RITUAL DE EMULAÇÃO : http://www.ritualemulacao.com/No Ritual de Emu...


 " TEMPLO" OU SALA DA LOJA ? "


A sala onde ocorrem as reuniões e as cerimônias são chamadas por muitos irmãos de TEMPLO, certamente por  influência de outros Ritos , principalmente do Rito Escocês que é predominante no Brasil, o que está  ERRADO !,

A palavre "Templo" infere uma despropositada conotação religiosa, e os Trabalhos Emulação evitam esta associação, desde que fundaram a Grande Loja de Londres, em 1717, e foram pejorativamente chamados de "Modernos".
Já ouvimos irmãos se referirem ao Templo, no Ritual de Emulação, como um local sagrado, místico e exotérico.
 Há Lojas do Ritual de Emulação que entram em descanso para discutir assuntos corriqueiros e todos os Ir.tem que sair para fora da Loja, reunindo-se na sala anexa ao Templo.
 Após concluídos os assuntos, retornam para o interior da sala do templo e voltam aos trabalhos findo o período descanso.  Porque disto? Argumentam os "entendidos" que não podem "profanar o Templo".  Mesmo as reuniões administrativas são realizadas neste período de descanso da Loja ,também fora do dito "Templo".   

No Brasil, mormente pela prática do REAA - Rito Escocês Antigo e Aceito, é comum denominar-se "Loja" como a associação de maçons (mínimo 7, sendo 3 mestres e 4 Aprendizes e Companheiros) para o trabalho ou sessão.
Para o REAA a Loja surge dentro do Templo, como uma forma abstrata e não física.
Já para os Trabalhos Emulação, e os demais Rituais Ingleses (Bristol, Stability, West End, etc.) a Loja é o prédio em si, a construção física e não abstrata, e não se é referido como Templo, como dito, para não se dar uma conotação religiosa, coisa que a Maçonaria principalmente no Ritual de Emulação, não é.


quarta-feira, 7 de novembro de 2012


RITO DE YORK OU RITUAL EMULAÇÃO ?

Um erro Histórico !

Em 1880, o GOB consegue o Reconhecimento da Grande Loja Unida da Inglaterra (UGLE).
O Ritual Emulação chegou ao Brasil no final do século XIX, como parte do Rito Inglês Moderno, o qual havia sido estabelecido em 1813, como resultado da Fusão dos Antigos e Modernos na Inglaterra.   Na verdade, a confusão foi estabelecida devido a um erro de tradução conforme a seguir: Em 1883, o Grande Oriente dos Beneditinos (GOBEN), que havia nascido de uma cisão com o GOB, retorna à sua Potência de origem e leva as Lojas Washington e Lessing.
As Lojas do GOBEN trabalhavam sob o Rito Inglês Antigo, com licença da Grande Loja de Wisconsin e parece que foi nesta época que ocorreu o erro.
Ao se estabelecer o reconhecimento do GOB, foi criado, com o apoio da UGLE, o GRAND COUNCIL OF CRAFT MASONRY IN BRAZIL.
Como pode ser visto, a tradução correta seria GRANDE CONSELHO DA MAÇONARIA SIMBÓLICA DO BRASIL.
 Entretanto, os tradutores do GOB optaram por chamá-lo de GRANDE CAPÍTULO DO RITO DE YORK.    Eis aí a causa da GRANDE CONFUSÃO, e, estava entrando oficialmente no Brasil o Rito Inglês Moderno, apelidado de Antigo, ou de York, e o pior, até hoje na capa dos Rituais do GOB persiste o nome     "Rito de York " referindo-se ao Ritual de Emulação !

COMISSÕES DA LOJA NO RITO DE EMULAÇÃO:


Na verdade, o Rito tem duas comissões - a de Inventário, composta por dois membros escolhidos pelo M.L. para verificação e controle dos bens da Loja - a de Auditagem, com dois membros, para darem parecer ao Relatório apresentado pelo Tes., para ser votado no dia da instalação do novo M.L.. (O Tes. deve distribuir aos membros da Loja, cópia do Relatório, antes da reunião, a fim de que todos possam tomar conhecimento do mesmo, antes da votação. Deve ser aprovado por unanimidade. - O Tes. deve merecer o máximo de confiança, como todos os outros membros da Loja).da
Por consequência, qualquer outra comissão nomeada ou não pelo V.M, é estranha ao Ritual de Emulação.
MAÇONARIA E PROTESTANTISMO

Podemos afirmar sem medo de errar, que, se não fosse a reforma de Lutero, provavelmente a Maçonaria não existiria ou demoraria muito mais tempo para ser implantada.  As sementes da maçonaria encontraram solo fértil e floresceram com maior intensidade nos países aonde a reforma protestante foi mais efetiva, principalmente nos países anglo-saxões; Inglaterra, EUA e Alemanha.  Na época da inquisição religiosa patrocinada pela Igreja Católica, quando as pessoas eram jogadas na fogueira por heresias era impensável, qualquer alternativa à doutrina católica. Em 1753 foi publicada pela Grande Loja da Inglaterra,  a constituição de Anderson que compilou e organizou a Maçonaria como entidade.  Os autores desta constituição foram o Reverendo Presbiteriano James Anderson sob a supervisão do Reverendo Anglicano Desaguliers.
Maçonaria e Protestantismo no Brasil:
No Brasil ,  a primeira igreja Batista foi fundada pelo Pastor Richard Ratcliff em 10/09/1871, na cidade de Santa Bárbara do Oeste, juntamente com outros irmãos maçons, emigrantes dos EUA.   Posteriormente  a Loja Maçônica  George Washington, da qual faziam parte cerca de oito membros da Igreja Batista referida. Como curiosidade, conta-se que o primeiro pastor brasileiro, Antonio Batista de Albuquerque,  foi batizado  por um Pastor Maçon , Mr. Thomas, e posteriormente consagrado Pastor no interior do " Templo " de uma Loja Maçônica
A maçonaria ajudou a construção e implantação de Igrejas Batistas nas cidades fluminenses de Campos e São Fidélis.
Outro ramo do protestantismo, foi muito ajudado pela maçonaria, o Presbiterianismo Calvinista.  Quando o pastor presbiteriano Ashebell  Green Simonton chegou ao Brasil, na cidade de São Paulo em 12/08/1859, tendo encontrado uma colônia de origem alemã, com cerca de 700 imigrantes, todos de origem protestante, resolveu congregá-los em uma igreja para lhes dar assistência espiritual.  Como na época não havia tempo e recurso disponíveis, foi lhes emprestado o templo da maçonaria local (Loja Maçônica Amizade), para que fizessem os seus cultos religiosos.
Muitas outras igrejas protestantes, foram ajudadas pela maçonaria em sua fundação, podemos citar também as cidades de Cajuru, Guarapuava no Paraná e Cabo Verde em Minas Gerais.  O apoio a estas igrejas pela maçonaria no século XIX, foi principalmente no enfrentamento da Igreja Católica, que por razões obvias era contra a fundação de qualquer outro culto religioso.
Estes são apenas alguns poucos exemplos do relacionamento forte da Maçonaria com o protestantismo, outras igrejas também tais com a Igreja Metodista e Luterana foram muito influenciadas pela maçonaria.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012


COERÊNCIA MAÇÔNICA ENTRE RITOS

“Eu não sei a chave para o sucesso, 
mas a chave para o fracasso é tentar agradar a todos.”
Bill Cosby 
A Sublime Ordem Maçônica sempre teve como um de seus pilares a exaltação da razão e o combate à sua ausência, ou seja, a ignorância, a intolerância e o fanatismo. A coerência, um fruto da razão, é a relação lógica e não contraditória entre as ideias. Seguindo uma retórica dedutiva, seria “coerente” supor que o maçom, enquanto ser pensante, deve ser “coerente” em suas escolhas. Porém, infelizmente, não se pode esperar isso de todos. O uso da razão gera conhecimento, e o conhecimento é necessário para a busca da coerência. Entretanto, se você não usa a razão ou não detém o conhecimento determinado, não há como ser coerente.
Há aqueles que querem agradar a todos. Contudo, o oposto da razão, como se sabe, é a emoção. E agradar é, em sua natureza, uma ação emocional. Com isso, corre-se o risco de ser incoerente. Há também aqueles que não possuem o conhecimento necessário para a ação, realizando assim ações não racionais. E ações não racionais também tendem a serem incoerentes. E sendo as Obediências maçônicas organizações dirigidas por homens, o perigo de decisões “para agradar” ou “por desconhecimento”, que se mostrem decisões incoerentes, circunda a todo o momento. Contudo, o maçom não precisa coadunar com tais incoerências.
A incoerência está presente na Maçonaria Brasileira, principalmente quando se trata da adoção de Ritos:
O Rito Adonhiramita é um importante rito na história da Maçonaria Brasileira. Porém, há um conflito entre o Rito e um dos 25 Landmarks de Mackey. Ora, nenhuma Obediência é obrigada a adotar as versões de Mackey, havendo várias outras versões de Landmarks não conflitantes. Mas adotar os Landmarks de Mackey ao mesmo tempo em que se trabalha no Rito Adonhiramita é uma grande incoerência. Ou Mackey está errado, ou o Rito é errado. Considerar os dois corretos é impossível.
Ainda sobre o Rito Adonhiramita, o qual tem origem francesa, sabe-se que, tendo por um dos principais motivos as duras críticas das quais o rito era alvo, o Rito Francês ou Moderno surgiu na França para substituí-lo, e isso foi devidamente feito. Em outras palavras, o Rito Moderno foi considerado pelos franceses como uma evolução, em detrimento do Rito Adonhiramita, o qual foi descontinuado. Nada impede de uma Obediência discordar dos franceses e adotar o Rito Adonhiramita. Porém, adotá-lo concomitante com o Rito Moderno, o qual veio substituí-lo, é incoerente. Uma incoerência histórica. Ao considerar o Rito Adonhiramita como correto, tem-se logicamente a criação do Rito Moderno como desnecessária. Por outro lado, ao considerar o Rito Moderno como correto, o Adonhiramita passa a ser obsoleto.
O próprio Rito Moderno também tem seus conflitos. Em 1817, quando passou pela reforma doutrinária no Grande Oriente da França, o qual suprimiu a obrigação da crença num Ser Supremo, a reação da Grande Loja Unida da Inglaterra foi rápida e drástica, declarando a irregularidade daquela Obediência, rompimento que dura até os dias de hoje. Considerar a decisão do Grande Oriente da França como justa é considerar a decisão da Grande Loja Unida da Inglaterra como injusta, ou o contrário. Tendo o Rito Moderno como símbolo da maçonaria francesa adogmática e o Ritual de Emulação como símbolo da maçonaria inglesa teísta, é evidente que seus princípios são conflitantes.
Outra clara incoerência é adotar o Rito Escocês Retificado numa mesma Obediência que adota o Rito Escocês Antigo e Aceito e o Rito Schroeder. Nada contra o RER, mas não se pode ignorar o fato de que o RER é incompatível com o REAA e com o Schroeder. O constructo do RER, inclusive de seu nome, baseia-se na ideia de que o REAA desviou-se do caminho correto, de sua origem templária, e que o RER veio resgatar isso, ou seja, veio, também sobre a estrutura do Rito de Heredom, corrigir os erros do REAA. Outra questão importante é que o RER é baseado no Rito da Estrita Observância, rito esse que, por conta de seu distanciamento da Maçonaria Operativa e de seu misticismo exacerbado, motivou o surgimento do Rito Schroeder para substituí-lo. Em outras palavras, se o RER é correto, então o REAA é errado e a criação do Schroeder foi indevida. 
Uma mesma Obediência abrigar Adonhiramita com Moderno, Moderno com Emulação, e Rito Escocês Retificado com REAA e Schroeder, é algo incoerente, mas logicamente justificado como resultado de decisões condescendentes de seus dirigentes ao longo da história, fruto daquele desejo de agradar a todos, e revestido pelo conceito de “Colégio de Ritos”. Por outro lado, os maçons não podem ignorar completamente as histórias e filosofia própria de cada rito, praticando-os de forma ignóbil e superficial, desconsiderando seus princípios e suas histórias em nome de uma visão pseudo-holística, praticando simultaneamente ritos e rituais originalmente conflitantes.
Nenhuma desculpa histórica local ou fraterna justifica incoerências lógicas. Também não se está discutindo aqui o poder e querer, a legalidade ou a regularidade. Apenas deve-se levar em consideração que, sendo a Maçonaria uma organização baseada na Razão, não é isso que muitas vezes seus adeptos têm refletido. Cada maçom, sendo homem livre e dotado de razão, tem a capacidade de fazer o que às vezes os gestores da instituição não o fazem, tentando ser coerente em suas escolhas e atos, em vez de querer agradar a todos.
Por fim, antes que alguém diga que tudo é Maçonaria, tudo é lindo, e são apenas caminhos diferentes que levam ao mesmo lugar, devemos mostrar também a imensa incoerência de tal justificativa: se assim for, sejam coerentes com tal pensamento e aceitem todas as centenas de Ritos e Obediências que existem por aí como regulares, pois “é tudo Maçonaria”. Caso contrário, usem a peneira corretamente, sem relativismo, inclusive nos Ritos.

domingo, 4 de novembro de 2012


MAÇONARIA E RELIGIÃO:

(RELIGIÃO - MISTICISMO - ESOTERISMO - CABALA - ASTROLOGIA NO SEIO DA MAÇONARIA)


Pode-se, dividir a maioria dos ritos maçônicos praticados atualmente em dois grupos, conforme a adesão ao misticismo e esoterismo.  

Ritos latinos e ritos anglo-saxões. 


Apesar de uma estrutura original comum, anglo-saxônica, datada entre o século XVI e o XVII, o século XVIII tratou de distanciar as práticas maçônicas latinas daquelas do Reino Unido.  No lado latino, tendo a França como principal berço, muitas foram as influências místico-esotéricas na Maçonaria, por conta do modismo esotérico que ocorreu naquele país durante o Século XVIII. Porém, isso não impediu que a influência religiosa do catolicismo também marcasse seus ritos. Já entre os anglo-saxões, o esoterismo e a religiosidade não encontraram tanto espaço na Maçonaria, esbarrando no senso rígido de conservação de tradições e instituições por parte de seus povos.


Ritos Anglo-saxões:

Os principais ritos anglo-saxões que não foram influenciados pela religião e exoterismo, são o Ritual de Emulação e o Rito Schoreder. 


O Ritual de Emulação, praticado pela UGLE (Grande Loja Unida da Inglaterra), desde a sua fundação foi codificada  por Desagullier e Anderson, e pela influencia da Royal Society, e do movimento iluminista, adotou como norma, uma maçonaria mais racional fora da influência de religião, misticismo e esoterismo. 

O Rito Schoreder realmente ocupa uma posição de destaque entre os Ritos Maçônicos pela concordância com o Rito da Grande Loja Mãe da Inglaterra, pela eliminação de todos os enxertos misticos-esotéricos inseridos no final do século XVIII, substituídos estes pelo espírito puro de humanismo, presente em seu cerimonial, e pelo brilho da linguagem clássica do alemão. É um rito muito simples e trabalha, como o de Emulação, apenas na chamada pura Maçonaria ou seja, na dos três graus simbólicos, já que não possui Altos Graus.

Rito Francês-Moderno.  Embora não seja de um pais Anglo-Saxão, o Rito Francês-Moderno pode ser incluído nesta categoria de um rito não religioso-místico, pois  a  Maçonaria francesa, ressalvado o desenvolvimento natural dos rituais, manteve-se fiel às práticas dos "Modernos" de Londres.
Esta é a origem longínqua do nome  "RITO MODERNO" dado ao Rito Francês pelos maçons do REAA, numa intenção muito semelhante àquela dos "ANTIGOS" ingleses.
Portanto, os pontos característicos praticados pela Maçonaria francesa do século XVIII coincidem com os da Grande Loja Inglesa dos "MODERNOS". 
Ritos Latinos:
 O Rito Escocês Antigo e Aceito:  é o principal representante deste grupo.  Adota em seu ritual e em seu "Templo", um forte componente mistico-esotérico e religioso.  .Neste rito que manteve muitas práticas originárias  da influência dos  " Antigos", por exemplo, temos: os 12 signos de zodíaco,  corda de 31 nós, espada flamígera, prova dos elementos (água, terra, fogo e ar),  prova do doce amargo, câmara de reflexões e a leitura da Bíblia na abertura da Loja.   O REAA, chama a sala de reuniões de Templo, como sendo este um local místico e sagrado.  Esta conotação não é aceita pelos adeptos dos ritos anglo-saxões.
No Brasil temos também como exemplo de ritos misticos-religiosos-exotéricos os Ritos Adorinhamita e o Brasileiro juntamente com o REAA.




quinta-feira, 1 de novembro de 2012

EGRÉGORA   

Ir Ubyrajara de Souza Filho


Quimera sustentada por forças motivadoras da superstição

Egrégora, do grego “egregoroi”, do latim “gregariu”, do celta “egregor”, do francês “égrégor”, do alemão “eggregore”, do finlandês “egregoi”…
Egrégora concentração de energia gerada a partir de quaisquer coletividades, podendo ser: energias físicas, emocionais e mentais reunidas para alguma finalidade.

Pertenço ao grupo de irmãos que citou várias vezes “egrégora” em suas “Peças de Arquitetura”, inclusive em livro editado: em um tópico sobre a “Cadeia de União”. Os depoimentos de vários irmãos e as leituras de diversos textos destacando os benefícios daquela forma de energia e de seus efeitos sobrenaturais marcaram um significativo período de minha vida maçônica.
Entretanto, com o passar dos anos, persistindo em minha caminhada pela “busca da verdade‟, depararei com diversos textos, estudos e opiniões de outros pesquisadores maçônicos contestando o disseminado conceito de “egrégora‟. Diante de minha inquietude, resolvi arregaçar as mangas e realizar uma pesquisa pessoal sobre o tema. Debrucei-me sobre vários textos: artigos, livros, citações etc. (maçônicas e não maçônicas), e procurei o “confronto‟ entre os pensadores. Em nome da verdade, devo admitir que não encontrei absolutamente nada que comprove, justifique ou explique de forma coerente e racional a existência das “egrégoras”.
Inicialmente, vale o registro de que não encontrei o termo “egrégora” em nenhuma passagem nas versões na língua portuguesa de alguns principais Livros Sagrados que pesquisei: a Bíblia (católica e protestante), o Torá, o Bhagavad-Gita e o Alcorão; e nem em livros referentes ao kardecismo (“O Evangelho segundo Kardec”) e budismo (“A Bíblia do Budismo”). Nenhuma dessas obras relacionadas fazem qualquer citação ao termo “egrégora”. Da mesma forma, afirmo que nenhum dos rituais maçônicos que tive acesso, nos três graus simbólicos: Schröder, REAA, YORK, Brasileiro e Moderno, assim como os rituais dos Altos Graus do REAA e do Brasileiro, em nenhum deles, aparece a citação do termo “egrégora‟, muito menos de suas benesses.
Após complementar a pesquisa com diversas consultas à internet, conclui que existe um consenso entre os irmãos que questionam o uso do termo “egrégoras” na Maçonaria, de que o seu aparecimento no meio esotérico remonta a 1824 com o ocultista Eliphas Levi que a definiu como “capitães das almas”, e que, posteriormente, teve o seu sentido adaptado‟ às diversas interpretações esotéricas-místicas-ocultistas que foram agregadas à Maçonaria ao longo dos anos por autores maçônicos franceses que, ao final do século XIX, insistiram em transformar a Maçonaria em um braço esotérico do espiritismo, tal como os seus antecessores ingleses insistiram em cristianizá-la.
As doutrinas que aceitam a existência das “egrégoras”, de diferentes formas, afirmam que elas estão presentes em todas as coletividades, sejam nas mais simples associações, ou mesmo nas assembleias religiosas,  “plasmada pelo  somatório de energias físicas, emocionais e mentais dos membros do grupo, na forma de uma poderosa entidade autônoma que adquire individualidade e interfere nas vidas e nos destinos das pessoas, sendo capaz de realizar no mundo visível as suas aspirações transmitidas ao mundo invisível pela coletividade geradora”.
Após ler e refletir bastante sobre o tema fiz algumas observações e alguns questionamentos que divido com os irmãos. Não considero nenhum absurdo aceitar que a reunião de várias pessoas, mentalizando e direcionando os seus pensamentos para o alcance de um objetivo comum possa gerar uma energia “positiva‟ que proporcionará “aos membros desse grupo‟ uma sensação de bem estar, de alívio de tensão ou algo similar; também aceito que o contato físico – como na Cadeia de União – amplie essas sensações, pois serve para renovar e fortalecer o companheirismo que deve existir entre os irmãos, relembrando-lhes sempre que o objetivo primário da Maçonaria é nos unir de modo que formemos um só corpo, uma só vontade e um só espírito. Mas, como aceitar, ou crer, que a “energia‟ emanada de nossas mentes possa plasmar uma “entidade‟ movida por vontade própria que irá interferir – para o bem ou para o mal – nas vidas e nos destinos das pessoas? Ou que seja capaz de realizar no mundo visível as suas aspirações transmitidas ao mundo invisível pela coletividade geradora. Como isso poderia acontecer sem considerarmos o fator “sobrenatural‟?
Aceitar tal fato, sem questionamento, é fugir do racional. É mais lógico fundamentar essa crença à interferências de conceitos superficiais ou subjetivos ligados a superstição, que não necessitam ser demonstrados, mas nos proporcionam uma falsa sensação de segurança. A maçonaria nos orienta a não nos entregarmos às superstições; logo, não podemos desprezar a lógica e a razão aceitando passivamente ilusórias promessas de felicidade e proteção advindas de “entidades‟ sobrenaturais plasmadas  em nossas sessões.
Concluindo, entendo que as chamadas “egrégoras” são quimeras sustentadas por forças motivadoras da superstição, e como tal se deve evitar a utilização dessa expressão na maçonaria, de modo a não contribuirmos à perpetuação e validação de uma falsa “entidade psíquica‟ gerada pela equivocada crença no desconhecido, que, na verdade, camufla a necessidade de mantermos um controle racional sobre os nossos temores. Mas essa decisão é pessoal e passa pela conscientização de cada um.

[1] Extraído do Informativo Maçônico “JB News nº 482”

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Avental Rito Escocês : MM: GOB - G.Lojas
Avental MM Rito Adorinamita e GOP
Avental MM. Rito de York 
Avental MM Ritual de  Emulação
Avental MM Rito Brasileiro 

Avental MM da ESCÓCIA (Nâo é REEA)