sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013



PARALELO ENTRE O MITO DA CAVERNA E OS 
SEGREDOS DA MAÇONARIA
Filosofia Platônica: 
 Platão, no capítulo VII de sua obra “A República”, nos apresenta uma alegoria sobre a condição existencial humana que se constitui na mais famosa e conhecida construção mitológica da Filosofia, chamada de parábola ou mito da Caverna. Propõe o mestre que imaginemos uma imensa caverna na qual homens permanecem acorrentados pelos pés, mãos e pescoços, de costas para a entrada e de frente a uma grande parede – o fundo da gruta. Ali eles nasceriam, viveriam e morreriam, por sucessivas gerações. Tudo que enxergavam era a grande murada a frente, similar a uma tela ou pano de fundo de um palco. Lá fora, um pouco além da embocadura, haveria uma monumental fogueira, gerando muita luz que iluminava continuamente as pessoas e os objetos do mundo externo, interpostos entre o fogo escaldante e a caverna. Nesta condição, sombras destes entes seriam projetadas para o interior, chegando até a parede. Os sons emitidos pelas falas e demais eventos também seriam enviados e refletiriam como ecos, pelas pedras. Assim, qual seria a percepção da realidade captada pelos homens acorrentados? Afirma Platão que eles enxergariam apenas um eterno desfile de imagens virtuais e ecos que não se constituiriam na realidade das coisas – seriam apenas projeções, artefatos ou simulacros da verdade. Eles estariam nas trevas, no caos e no terror da ignorância e da obtusidade da mente humana que ainda não teria assimilado a capacidade de ver além das aparências.
De repente, porém, ocorre um fato insólito. Uma pessoa que permanecia ali, inerte, toma uma atitude. Dotada de uma capacidade moral e intelectual diferenciadas, sente uma inefável necessidade de ir além. Cria instrumentos para romper os grilhões e assim se liberta, girando vagarosamente sua cabeça em direção à fonte das imagens projetadas, onde está o fogo, depois se levantando e caminhando serenamente rumo à saída da caverna. Ali recebe a Luz esplendorosa do Sol, e adquire a Sabedoria, tendo contato pela primeira vez com a verdade. Este processo é doloroso, pois seus membros e músculos nunca haviam sido exigidos, assim como seus olhos, que se irritam e lacrimejam com a forte luminosidade natural. Os raios solares do Meio-Dia chegam a queimar sua pele sensível, deixando uma marca inequívoca de que o homem, agora, está transformado. Jamais será o mesmo, pois trilhou um caminho sem volta.
Passado algum tempo, nosso bravo companheiro resolve retornar à caverna, para encontrar seus antigos parceiros de cárcere. Ali chegando, porém, fica claro que a metamorfose em sua alma foi além do que sua vã filosofia podia supor. Ele não consegue mais se comunicar adequadamente com os outros, pois sua linguagem está inacessível à capacidade de interpretação dos que permaneceram nas sombras. Suas experiências no mundo real soam como mentiras, e geram estresse e descontentamento aos presos, que passam a maltratá-lo. Nosso herói conclui que deve permanecer calado, no mais profundo silêncio sobre tudo que se passou lá em cima, quando estiver visitando os ambientes de penumbra.

Do Rito Escocês para o Ritual de Emulação 

Uma mudança de  Paradigmas

Paradigmas? O que são ? Como nos afetam? É possível mudá-los?
Certamente há várias coisas que você sabe que são verdade e há coisas que você acredita que são verdade ou que são possíveis. Você sabe que pode falar, não? Mas talvez acredite que exista vida após a vida, não tendo uma certeza totalmente fundamentada. Ou seja, há coisas e fatos irrefutáveis, as verdades, e há as crenças, que estão sujeitas a questionamento, em geral com base em experiências que as contradizem.
Conjuntos de crenças ou verdades relacionadas entre si são chamados de paradigmas.
Paradigmas e crenças podem subsistir por séculos. O Sol girou em torno da Terra por 1.400 anos. A Física até o início do século tinha as leis de Newton como um de seus principais paradigmas. Com a Teoria da Relatividade, esse passou a ser um caso especial de outro paradigma. E continua mudando; no livro Universo Elegante, Brian Greene diz por exemplo que "A sugestão de que o nosso universo poderia ter mais de três dimensões pode parecer supérflua, bizarra ou mística. Na realidade, contudo, ela é concreta, e perfeitamente plausível". A teoria das supercordas, que unifica a Relatividade e a Mecânica Quântica, requer que existam 9 dimensões espaciais, além de uma temporal. Não vemos as outras seis porque elas estariam recurvadas. 
Nós e os paradigmas
Nós temos a capacidade de manter internamente um ou mais paradigmas ou modelos mentais. Estes definem em grande medida qual será a nossa visão do mundo, o que percebemos, boa parte dos nossos objetivos e muitas das nossas possibilidades de ação. Paradigmas filtram a percepção e podem ser tão poderosos que até determinam o que será real para a pessoa, como várias matérias nesta seção. Dizem por exemplo que há pessoas que não acreditam que o homem foi à Lua.
Crenças e verdades dificilmente subsistem por si só; normalmente elas estão agrupadas, sustentando umas às outras. Por exemplo, acreditar em Jesus Cristo está vinculado a acreditar em coisas espirituais, podendo estar associado também à crença na existência do diabo e de outros mundos ou dimensões. 
É possível mudar paradigmas?
Mudar um paradigma pode ser difícil, já que em geral está enraizado nas profundezas do inconsciente e por vezes não sujeito a questionamento ou atualização por feedback. Mesmo no meio científico isto ocorre: o próprio Einstein, que revolucionou os paradigmas da Física, teve dificuldades em aceitar a revolução seguinte, a da Mecânica Quântica. Max Planck (citado por Stanislav Grof no livro Além do Cérebro) disse que "uma nova verdade científica triunfa não porque convença seus oponentes fazendo-os ver a luz, mas porque eles eventualmente morrem, e uma nova geração cresce familiarizando-se com ela".
E mudar uma crença ou paradigma pode não ser tão difícil, é um exercício de possibilidades.   Uma forma bem fácil que eu conheço para enriquecer modelos mentais é simplesmente praticando perguntar "E se...". Experimente: e se você for ainda mais capaz do que está acreditando agora? E se você se tornar mais capaz meramente se dando mais tempo para o que quer? E se houver saída para toda e qualquer situação? E se houver infinitas possibilidades em cada momento? E se... você sonhar a noite toda com isso?
Na Maçonaria é a mesma situação, acostumamos e nos habituamos com o Rito Escocês praticado na imensa maioria das Lojas, que acaba ficando difícil deixar de sofrer influências deste rito sobre o Ritual de Emulação.  Esta influência acontece com  algumas crenças arraigadas no nosso subconsciente. 
Começamos pelo próprio nome, somos apelidados de Rito de York, quando querem se referir ao Ritual de Emulação quando o certo é Ritual de Emulação.  Rito de York é o rito americano ! Mas nos conformamos e aceitamos esta situação.
Por exemplo,  o exoterismo do rito escocês tende a influenciar nos trabalhos do Ritual de Emulação,  acredita-se que a Sala da Loja é um local sagrado no Rito Escocês e é chamado de Templo Maçônico  o que não existe no Ritual de Emulação, que é apenas um local como outro qualquer aonde os irmãos se reúnem sem nenhuma conotação espiritual.   Há irmãos que referem a existência de uma entidade espiritual chamada de Egrégora quando os irmãos estão reunidos em Loja, o que é um absurdo dentro do Ritual de Emulação.  Trabalhos de Aprendizes e Companheiros usam como referência bibliográfica  Rizzardo da Camino e outros autores advindos do Rito Escocês.  Outro costume alheio ao Ritual de Emulação é a necessidade de os irmãos ao usarem da palavra falar com o Sinal Penal, como no Rito Escocês, o certo é fazer o sinal  e ao começar a falar desfazer o sinal e falar normalmente sem necessidade de autorização do venerável mestre.   Faz parte da indumentária do Ritual de Emulação nas sessões ritualísticas o uso de luvas brancas o que não seguimos por conta de argumentos tais como clima quente no Brasil (Todas as Lojas hoje em dia possuem ar condicionado. Bem,  e por aí vai......... 
A resistências dos antigos a mudanças é muito forte, devido a dificuldade natural de mudanças de paradigma.  Manter o  Status Quo é muito mais fácil, mas temos que insistir e tentar.... Nunca é tarde para  mudar.


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domingo, 10 de fevereiro de 2013


A cidade e os filhos, nossos…

A cidade chora os filhos! Os Filhos da terra cumpriram a profecia, “tu és pó, e ao pó voltarás”. Tu és luz e em direção a ela caminhas… Homens, pais...
A cidade chora os filhos!
Os Filhos da terra cumpriram a profecia, “tu és pó, e ao pó voltarás”. Tu és luz e em direção a ela caminhas…
Homens, pais e mães, amigos ou simplesmente, meros espectadores, retratam no seu luto, a perda do ente mais querido. Angustia que misturada ao desespero, vai da incredulidade até a inteira consciência da impotência pessoal em face “a vida terrena”, quimera frágil, por vezes vilipendiada e desnutrida de moral, sedenta da pedra fundamental, sedenta de vida, que é vista solta na inquietude de um momento apenas..
Mas, que farão os homens da terra? Agora interpelados pelo Criador! Sim, chamou para si na sua maioria, meninos e meninas, que estavam na flor da idade, sedentos da vida, orgulhosos da conquista diária do saber, a grande maioria de jovens, traduzido apenas no titulo de “escolhidos”.
Escolhidos, não que serão os únicos. Mas, que assentam na nossa vida, algo que não podemos deixar escapulir, uma lição, uma dúvida, uma pergunta, uma verdade ou uma grande dúvida…
O momento os ceifou da terra amada ! Sonhos de uma vida inteira pela frente, esperanças de um País melhor, de um mundo quem sabe mais humano… Momentos infinitamente importantes do convívio familiar, da amizade e das conquistas mundanas que esperavam muito deles.
Ontem, desconhecidos e anônimos. Hoje, o conhecimento dos seus nomes, rostos e sonhos, pouco importam…. A importância esta na lição que deixaram, na forma em que devemos pensar doravante, o que queremos para nós mesmos: família, cidade, nação e mundo.
Não é pensar grande, é pensar apenas no que somos, de onde viemos e para onde vamos. Mas acima disso, é conviver com a dor, viver de forma diferente, pensar na tragédia, não a delineando como uma comédia da vida, mas permeando seus ensinamentos, suas raízes e suas dúvidas.
Vamos viver e conviver! Superar é uma palavra forte demais, recente demais, dura demais, insensível demais, aos olhos sensíveis de familiares, amigos e daqueles que viram a sua vida passada a limpo…
Pais, Amigos, familiares e o mais insensível do transeunte anônimo da vida, não passará desapercebido, não da tragédia da vida, mas do livre pensamento, da gota que transmuta o pó na vida, a vida que transforma no pó, e da lugar a luz!
Não vamos esquecer. Cada um por seus motivos. Vamos aprender, cada um no seu modo, tempo e lugar. Vamos ler no livro da vida, aprender da forma mais dura, com os fatos. Mas vamos ao menos tentar que o replay da vida nos coloque frente a frente com a dúvida da vida.
Adiante, vamos olhar, tirando as lições do ontem.

Citação:
“Não senhor, obrigado. Com meu dinheiro, faço coisas nas quais acredito”. [Larry DePrimo, policial de NY., Disse nestes termos... Após ter ajudado alguém e o estado tentou ressarcir o que havia gasto].
Assim, “façamos coisas nas quais acreditamos…”
Que o criador conforte a todos…
Ivair Ximenes Lopes, MM
[O texto é meu e fica autorizada a reprodução, citada a fonte]
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