segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Trolhamento: quando este termo pode estar correto !



#TROLHAMENTO .  (termo que pode estar certo sim)



Dissertamos aqui, sobre o termo trolhamento que a maioria esmagadora dos irmãos considera como sendo um termo errado quando usado no sentido de telhar.
Ja comentamos em 2 artigos anteriores sobre o significado de telhamento, como é feito, e a sua finalidade.   Agora nosso foco ficará sobre  termo TROLHAMENTO.

Pensamos sobre a prática do Rito Escocês , de fazer o telhamento ou trolhamento com o Ir. colocado entre colunas.

1-  Se raciocinarmos que isto é para telhar e saber se o irmão é maçom ou não, isto está totalmente errado, pois estaremos investigando já com a pessoa dentro do templo, o que é uma heresia e uma profanação do local de reuniões.

O método seria feito da seguinte maneira,  com o candidato entre colunas o VM. faz as seguintes pergunt
V. M.  - Sois maçom ?
Visitante:  M.I. C.T.M.R.
V.M:   De onde vindes ?
Visitante:  De uma Loja de São João Justa e Perfeita 
V.M:  Que trazeis ?
Visitante: Amizade, paz e votos de prosperidade a todos os Ir.
VM:  Nada mais trazeis ?
Visitante:  O. V.M de minha loja vos saudá por T.V.T.
VM:  O que fazem em sua Loja. 
Visitante:  Levanta -se templos a virtude e cavam-se masmorras aos vícios
V.M:   O que vindes fazer aqui?
Vencer minhas paixões, submeter minhas vontades e fazer novos progressos na                  Maçonaria, estreitando os laços de fraternidade que nos unem como verdadeiros           irmãos. 
                                                             V.M   O que desejais? .
                                                               Visitante:  Um lugar entre vós
V.M:  Este vos é concedido. 
Ir. M. de Cerimonia ....., conduzi o Ir. ao lugar que lhe compete. 

Quando eu era do Rito escocês, li , reli e decorei estas falas acima,  com medo de visitar outra loja e ser trolhado , como aconteceu de fato 1 vez. 
Penso que para este caso estaria cero o termo Trolhamento ou seja, aparar as arestas, seve bem para receber  um visitante de outra loja, o qual é desconhecido da maioria dos irmãos. Ao mesmo tempo este se apresenta a todos , saudando a Loja  em no nome do VM da loja que pertence.   Parece mais um serie fraternal de mesuras de protocolos que acontecem entre irmãos entre si.  Nunca que isto aparenta ser um telhamento para investigar um provável profano em loja.  Neste caso, é que insistimos que passar a trolha, alisar a massa, tirar as prováveis arestas, retirar da mente uma possível desconfiança que possa existir contra este irmão.  Assim reafirmo o seguinte: para mim TROLHAMENTO ESTÁ MAIS CERTO NESTE CASO ! DO QUE O TERMO TELHAMENTO . 

Wesley Santos - GOB -  PM. Loja Virtus et Labor

sábado, 23 de janeiro de 2016

O PAPEL DO COBRIDOR EXTERNO

Novas considerações

Definição e objetivos.  O telhamento tem por finalidade, como informa o manual do cobridor externo da Loja, impedir a entrada de intrusos e profanos na maçonaria.  Na Ingaterra o cobridor é chamado de TYLER, nome este que tem origem na palavra Tyle, (telha) e significa aquele de cobre um edifico.
O cobridor é um cargo que muitas vezes é menosprezado na Loja.  Em uma eleição é comum, entregar este cargo a irmãos mais humildes e sem experiencia em loja. Especificamente no Ritual de Emulação , este cargo é tão importante, que é um dos poucos cargos que o venerável não tem atribuição de nomeá-lo, e sim é eleito pala Loja. É recomendado e aconselhável que este cargo seja ocupado por um ex-venerável (um dos Pasters Masters).
Entre os deveres o cobridor deve ter uma ampliação maior, e inclui impedir a entrada de maçons irregulares.  E Maçons irregular devem ser considerados:  Maçons placetados que no momento não estão mais frequentando nenhuma loja.  Maçons que pertençam a uma Loja considerada espúria. Maçons pertencentes a Lojas de uma potência considerada irregular.  
Fica aqui também um lembrete.  A questão do Maçom da mesma potencia mas que não tem conhecimento da palavra semestral, pode entrar ou não na sessão da Loja? Talvez esta questão possa ser considerada um tanto radical por alguns, mas a palava semestral não foi criada justamente para isto?

Como deve ser o procedimento do cobridor

1 - Primeiro sua atuação deve der discreta, educada e polida.
2- Evitar que o vistante seja humilhado publicamente
3- Chamar o visitante longe da vista de todos, conversar com mesmo se possível em uma sala separada.
4- Observar se o mesmo está devidamente paramentado
5- Inquirir a Loja e a potência a que pertence
6- Qual o grau na maçonaria do visitante e se a sessão do dia é condizente com o grau do mesmo
7- Avaliar pelo, toque, sinais de palavras se ele é mesmo maçom.

Caso seja negado a sua entrada,por não cumprir os quesitos acima exigido.  Peça ao visitante que aguarde na sala, e comunique o Venerável a situação .  Pessoalmente acho que o venerável deve respeitar a decisão do cobridor e não falar ao cobridor: " tudo bem vamos relevar", e dizer "vamos deixar entrar assim mesmo".
Caso, seja o caso de ter que negar sua entrada:  amavelmente e com cortesia dizer ao visitante:  querido irmão desta vez não vai ser possível,  pois o ir. está irregular,  Mas quando tiver sanada a
irregularidade sera imenso prazer te-lo entre nós e convide-o a se retirar, acompanhando-o ate a porta da saída.
Outra atribuição do cobridor e fechar todas as portas que dão acesso a Loja.  Se algum irmão chegar atrasado comunicar ao cobridor interno. 
Se for um caso de flagrante e ostensivo tentativa de entrada de um profano, nunca abril a porta e escancara-la, pois tivemos um caso de assalto a uma Loja de Maringá e vários irmão foram humilhados e agredidos dentro do próprio templo.  Não quero julgar indevidamente, mas talvez se houvesse na época um trabalho mais eficiente do cobridor possivelmente isto não teria ocorrido. 
Temos visto também, em alguma lojas a porta que comunica com o salão de festas totalmente aberta e a passagem de familiares para a região privativa da Loja, isto também é um trabalho do cobridor
Há uma questão controversa, que é, o cobridor deve ficar restrito a ficar fora da Loja?  Tem quem pense que sim. Mas hoje, com campainha,penso que não há esta necessidade.                                   Mas cobridor é o único que pode sair e entrar da Loja sem pedir autorização do venerável.
Há quem ache que o Telhamento é aquele próprio do rito escocês, no qual o visitante fica entre colunas,  com o sinal glutural. Na minha opinião deveria ser mudado este nome de telhamento neste caso, para um outro que signifique "cerimonia de apresentação a Loja de um visitante'    Não tem sentido investigar e telhar um visitante se ele é maçom ou não, dentro da loja, no qual este responde as perguntas do venerável mestre. E se ele não for Maçom ? É retirado de dentro da loja e expulso?

Fica aqui minha pequena contribuição sobre o tema


Wesley.   PM da Loja Virtus et Labor

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Rito de York

O Rito de York

Gravura com Washington simbolizando a participação da maçonaria americana
ingependencia dos EUA da Inglaterra.

Acredito que muitos não fazem esta confusão, mas como esta obra é direcionada a Aprendizes, e muitos irmãos – por ignorância – ainda fazem confusão entre Rito de York e Ritual de Emulação, como se fossem a mesma coisa, ou sinônimos; apenas para se entender a definição do que é “Rito de York” e a sua origem, de modo a se afastar a confusão entre Ritual de Emulação e Rito de York, é necessário voltarmos um pouco no passado. O Rito York é baseado nos antigos rituais remanescentes da Antiga Maçonaria que era praticada entre os séculos XVII e XVIII (“Loja dos Antigos”).

Referidos Rituais eram praticados pelos Maçons da “Grande Loja dos Antigos”, fundada no ano de 1751 por Maçons irlandeses, que haviam sido impedidos de entrar na Grande Loja de Londres (Loja dos Modernos - Emulation Working), fundada no ano de 1717.

Thomas Smith Webb é considerado como se fosse o organizador e fundador do Rito York, ou seja, o “pai” do Rito. Ele nasceu em 30 de outubro de 1771, em Boston. Foi iniciado na Loja do Sol Nascente, em Keene, New Hampshire, aos 19 anos. No ano de 1797, ele pesquisou, catalogou, organizou e codificou todos os rituais antigos e fez um conjunto de 13 (treze) rituais, de forma condensada, em um Monitor e denominou-os de “Rito York”, em homenagem a cidade de York, pois em suas pesquisas foi tida como berço da Maçonaria no mundo, ou seja, a cidade onde se tem os registros mais antigos de reuniões maçônicas.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Telhamento ou Trolhamento

Telhamento ou Trolhamento ? 


O Telhamento é um ato de examinar um Irmão desconhecido para certificar-se de sua condição de maçom e sua regularidade.
É incorreta a expressão “Trolhamento”, visto que toda obra é protegida das intempéries do mundo exterior pelas telhas (ou pelo telhado).                           Trolhar é passar a Trolha (colher de pedreiro), e tem o significado de remover as arestas, alisar, espalhar e nivelar a massa. O responsável pelo telhamento na Loja  é chamado de Telhador e é geralmente praticado pelo cobridor externo. Nos países de fala inglesa se usa a palavra Tyler, de tile = telha Trolhar, por sua vez, significa outra coisa: como a trolha é a desempenadeira, ou a, destinada a aparar as rugosidades, da argamassa espalhada pelo pedreiro, o trolhamento é o apaziguamento de Obreiros em litígio, ou seja: é, figuradamente, o alisamento das arestas, das rugosidades que são as divergências existentes entre aqueles que se pretende colocar em paz.
            
Basicamente o Telhamento é feito com o Candidato postado entre Colunas que responde as seguintes perguntas do VM.


V. M.  - Sois maçom ?
Visitante:  M.I. C.T.M.R.
V.M:   De onde vindes ?

Visitante:  De uma Loja de São João Justa e Perfeita 

V.M:  Que trazeis ?

Visitante: Amizade, paz e votos de prosperidade a todos os Ir.
VM:  Nada mais trazeis ?
Visitante:  O. V.M de minha loja vos sauda por T.V.T.
VM:  O que fazem em sua Loja. 
Visitante:  Levanta -se templos a virtude e cavam-se masmorras aos vícios
V.M:   O que vindes fazer aqui?
Vencer minhas paixões, submeter minhas vontades e fazer novos progressos na                  Maçonaria, estreitando os laços de fraternidade que nos unem como verdadeiros           irmãos. 
V.M   O que desejais? 
Visitante:  Um lugar entre vós
V.M:  Este vos é concedido. 

Ir. M. de Cerimonia ....., conduzi o Ir. ao lugar que lhe compete. 

Embora os textos digam que o telhamento é realizado pelo cobridor externo. No entanto, como notamos aqui,  o telhamento no rito Escocês é feito com o visitante entre colunas, já dentro da Loja.  O que para nós é um contra senso.  Imaginemos que ele seja um profano, como se pode abrir as portas da Loja e admitir um desconhecido que não se tem certeza que é um maçom? Está o visitante paramentado? Usando avental ? Este é um dos absurdos praticados no seio da maçonaria sem  coerência alguma.   Assim a primeira opção, que é , o cobridor externo, fazer o telhamento fora do templo é muito mais lógica que este telhamento realizado dentro da Loja, no qual o visitante é interrogado na presença de todos, entre colunas, vendo e assistindo todos os presentes paramentados e em seus lugares em Loja.  A não ser que se tenha conhecimento que ele já é um maçom regular e tudo isto seja realizado por mera formalidade. 
A titulo de informação,  o TELHAMENTO ,  é um procedimento inexistente no Ritual de Emulação ou e em qualquer outro rito inglês.  Assim aprender e decorar o telhamento por um irmão do Ritual de Emulação, é inútil e sem propósito, vale apenas por curiosidade e por conhecimento da cultura maçônica. 

Wesley Santos. 
P.Master da Loja Virtus et Labor - Maringá








quinta-feira, 7 de março de 2013


AS PRIMEIRAS GRANDES LOJAS MAÇONICAS
Ao contrário do que se pensa há provas e indícios que as primeiras lojas surgiram na Alemanha e não na Inglaterra.
Com a difusão do cristianismo por toda a Alemanha e a exigência de que bispos romanos erguessem catedrais, os colégios Maçônicos na Alemanha prosperaram. Geralmente designado como Steinmetzen ou Canteiros, estas fraternidades maçônicas levantaram igrejas e catedrais por toda a Europa continental. A sociedade de canteiros tinha dentro de si uma grande variedade de classes e ocupações. Estas incluíam Steinmaurer ou assentadores de pedras, Steinhauer ou cortadores de pedra, bem como Steinmetzen, uma palavra derivada de Stein ou pedra e Metzen, um derivado da palavra Metzel ou entalhador, uma arte mais detalhada e refinada que os cortadores de pedras. A construção de Bauhütten ou lojas situadas junto às igrejas em construção serviu como estúdio de projeto, local de trabalho e quarto de dormir.
Um dos mais antigos registros de lojas maçônicas se encontra na cidade alemã de Hirschau (agora Hirsau) no atual estado de Baden-Württenberg. As lojas Maçônicas instituídas na cidade de Hirschau no final do século 11 trabalhavam sob a ordem beneditina da Alemanha, e foram as primeiras a estabelecer o estilo gótico de arquitetura.
As Armas dos Franco Maçons da Alemanha
Já em 1149, as primeiras Zünftes alemãs ou sindicatos de pedreiros se desenvolveram em Magdeburg, Würzburg, Speyer e Straßburg. Em 1250, a primeira Grande Loja dos Maçons formou-se na cidade de Colônia (Köln), [i] Alemanha. A Grande Loja foi formada como parte do imenso empreendimento para erguer a catedral de Colônia.
O primeiro congresso maçônico ocorreu na cidade de Straßburg, na Alemanha no ano de 1275. Ela foi fundada pelo Grão Mestre Erwin von Steinbach. Este também foi o primeiro uso registrado do símbolo dos maçons, o compasso e o esquadro. Embora Straßburg fosse considerada a primeira Grande Loja de seu tempo, outras Grandes Lojas maçônicas já haviam sido fundadas em Viena, Berna e a acima mencionada de Colônia; estas foram chamadas Oberhütten ou grandes lojas. Diversos congressos maçônicos foram realizados na cidade de Straßburg, incluindo os anos 1498 e 1563. Nesta época, as primeiras Armas de Maçons registradas na Alemanha foram registradas representando quatro compassos posicionados em torno de um símbolo do sol pagão, e dispostos em forma de suástica ou roda solar ariana. As Armas Maçônicas da Alemanha também exibiam o nome de São João Evangelista, santo padroeiro dos maçons alemães.
A Oberhütte (Grande Loja) de Colônia, e seu grão-mestre, era considerada a cabeça das lojas maçônicas de toda a Alemanha do norte. O grão-mestre da Straßburg, na época uma cidade alemã, era chefe de Lojas Maçônicas de todo sul da Alemanha, Francônia, Baviera, Hesse e as principais áreas da França.
As Grandes Lojas de Maçons na Alemanha recebiam o apoio da Igreja e da Monarquia. O Imperador Maximiliano revisou o congresso maçônico de 1275 em Straßburg e proclamou a sua proteção ao ofício. Entre 1276 e 1281, Rudolf I de Habsburgo, um rei alemão, tornou-se membro da Bauhütte ou Loja de St. Stephan. O Rei Rudolf foi um dos primeiros não-operativos, também chamados membros livres ou especulativos de uma loja maçônica.
Os estatutos dos maçons na Europa foram revisados em 1459 pela Assembléia de Ratisbonne (Regensburg), a sede da Dieta Alemã, cuja revisão preliminar tinha ocorrido em Straßburg sete anos antes [ii]. As revisões descreviam a exigência de testar irmãos estrangeiros antes de sua aceitação nas lojas através de um método de saudação estabelecido (aparentemente internacional ou europeu).
A primeira assembléia geral de maçons na Europa ocorreu no ano de 1535, na cidade de Colônia, na Alemanha. Ali, o bispo de Colônia, Hermann V, reuniu 19 lojas maçônicas para estabelecer a Carta de Colônia, escrita em latim. As primeiras grandes lojas dos maçons estiveram presentes, o que era costume na época, e incluíam a Grande Loja de Colônia, Straßburg, Viena, Zurique e Magdeburg. A Grande Loja Mãe de Colônia, com o seu grande mestre era considerada a principal Grande Loja da Europa.
Após a invenção da imprensa, os maçons (Steinmetzen) da Alemanha, reuniram-se em Ratisbona em 1464 e imprimiram as primeiras Regras e Estatutos da Fraternidade de Cortadores de Pedra de Straßburg (Ordnung der Steinmetzen). Estes regulamentos foram aprovados e sancionados pelos Imperadores sucessivos, tais como Carlos V e Ferdinando.
O monge alemão Martinho Lutero e seu protesto contra as injustiças e hipocrisias da Igreja Católica em 1517 deram origem ao protestantismo. Isto liberalizou algumas das lojas maçônicas da época. A Catedral de Straßburg tornou-se Luterana em 1525 e muitas outras a seguiram.
Em 1563, os Decretos e Artigos da Fraternidade de Canteiros foram renovados na Loja Mãe em Straßburg no dia de S. Miguel. Estes regulamentos demonstram três elos importantes com a Maçonaria moderna. Em primeiro lugar, os aprendizes eram chamados de “livres” na conclusão do serviço a seu Mestre, o que sem dúvida é a origem da palavra Freemason  ou “franco-maçom”. Em segundo lugar, a natureza fraternal da loja era retratada em uma série de regulamentações, tais como o atendimento aos doentes, ou a prática de ensinar um irmão sem cobrar, nos termos do artigo 14. Em terceiro lugar, os maçons utilizavam um aperto de mão secreto como meio de identificação.
Dois artigos do regulamento indicando estes pontos são:
“Nenhum Mestre ensinará um companheiro por dinheiro.
XIV. E nenhum artesão ou mestre aceitará dinheiro de um colega para mostrar ou ensinar-lhe qualquer coisa relacionada com maçonaria. Da mesma forma, nenhum vigilante ou companheiro mostrará ou instruirá qualquer um por dinheiro a talhar, conforme dito acima. Se, no entanto, alguém desejar instruir ou ensinar outro, ele pode muito bem fazê-lo, uma mão lavando a outra, ou por companheirismo, ou para assim servir ao seu mestre.
LIV. Em primeiro lugar, cada aprendiz quando tiver servido o seu tempo, e for declarado livre, prometerá à ordem, pela verdade e sua honra, ao invés de juramento, sob pena de perder o seu direito à prática da maçonaria, que ele não divulgará ou comunicará o aperto de mão e a saudação de pedreiro a ninguém, exceto àquele a quem ele pode justamente comunicá-las, e também que ele não escreverá coisa alguma sobre isso” [iii].
As regras de Straßburg estipulavam que a entrada na Fraternidade era por livre vontade e indicava claramente os três graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre na fraternidade maçônica alemã. Elas exigiram que se fizesse um juramento e que os pedreiros se reunissem em grupos chamados ‘Kappitel’ (Capítulo). As regras instruíam os maçons não ensinar Maçonaria a não-maçons.
Está claro que as lojas ou grandes lojas maçônicas alemãs existiam antes da formação da Grande Loja de Inglaterra em 1717. Assim como o uso de apertos de mão secretos, o uso do termo “livre” e sua aceitação de não-operativos. O uso de alegoria e simbolismo em camadas, que torna exclusivo o sistema maçônico fraternal, também era evidente nas lojas alemãs da época, conforme mostrado nas esculturas de pedra e estilos arquitetônicos das igrejas e mosteiros que eles construíram.
Fonte: Blog MS  Maçon 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013



PARALELO ENTRE O MITO DA CAVERNA E OS 
SEGREDOS DA MAÇONARIA
Filosofia Platônica: 
 Platão, no capítulo VII de sua obra “A República”, nos apresenta uma alegoria sobre a condição existencial humana que se constitui na mais famosa e conhecida construção mitológica da Filosofia, chamada de parábola ou mito da Caverna. Propõe o mestre que imaginemos uma imensa caverna na qual homens permanecem acorrentados pelos pés, mãos e pescoços, de costas para a entrada e de frente a uma grande parede – o fundo da gruta. Ali eles nasceriam, viveriam e morreriam, por sucessivas gerações. Tudo que enxergavam era a grande murada a frente, similar a uma tela ou pano de fundo de um palco. Lá fora, um pouco além da embocadura, haveria uma monumental fogueira, gerando muita luz que iluminava continuamente as pessoas e os objetos do mundo externo, interpostos entre o fogo escaldante e a caverna. Nesta condição, sombras destes entes seriam projetadas para o interior, chegando até a parede. Os sons emitidos pelas falas e demais eventos também seriam enviados e refletiriam como ecos, pelas pedras. Assim, qual seria a percepção da realidade captada pelos homens acorrentados? Afirma Platão que eles enxergariam apenas um eterno desfile de imagens virtuais e ecos que não se constituiriam na realidade das coisas – seriam apenas projeções, artefatos ou simulacros da verdade. Eles estariam nas trevas, no caos e no terror da ignorância e da obtusidade da mente humana que ainda não teria assimilado a capacidade de ver além das aparências.
De repente, porém, ocorre um fato insólito. Uma pessoa que permanecia ali, inerte, toma uma atitude. Dotada de uma capacidade moral e intelectual diferenciadas, sente uma inefável necessidade de ir além. Cria instrumentos para romper os grilhões e assim se liberta, girando vagarosamente sua cabeça em direção à fonte das imagens projetadas, onde está o fogo, depois se levantando e caminhando serenamente rumo à saída da caverna. Ali recebe a Luz esplendorosa do Sol, e adquire a Sabedoria, tendo contato pela primeira vez com a verdade. Este processo é doloroso, pois seus membros e músculos nunca haviam sido exigidos, assim como seus olhos, que se irritam e lacrimejam com a forte luminosidade natural. Os raios solares do Meio-Dia chegam a queimar sua pele sensível, deixando uma marca inequívoca de que o homem, agora, está transformado. Jamais será o mesmo, pois trilhou um caminho sem volta.
Passado algum tempo, nosso bravo companheiro resolve retornar à caverna, para encontrar seus antigos parceiros de cárcere. Ali chegando, porém, fica claro que a metamorfose em sua alma foi além do que sua vã filosofia podia supor. Ele não consegue mais se comunicar adequadamente com os outros, pois sua linguagem está inacessível à capacidade de interpretação dos que permaneceram nas sombras. Suas experiências no mundo real soam como mentiras, e geram estresse e descontentamento aos presos, que passam a maltratá-lo. Nosso herói conclui que deve permanecer calado, no mais profundo silêncio sobre tudo que se passou lá em cima, quando estiver visitando os ambientes de penumbra.

Do Rito Escocês para o Ritual de Emulação 

Uma mudança de  Paradigmas

Paradigmas? O que são ? Como nos afetam? É possível mudá-los?
Certamente há várias coisas que você sabe que são verdade e há coisas que você acredita que são verdade ou que são possíveis. Você sabe que pode falar, não? Mas talvez acredite que exista vida após a vida, não tendo uma certeza totalmente fundamentada. Ou seja, há coisas e fatos irrefutáveis, as verdades, e há as crenças, que estão sujeitas a questionamento, em geral com base em experiências que as contradizem.
Conjuntos de crenças ou verdades relacionadas entre si são chamados de paradigmas.
Paradigmas e crenças podem subsistir por séculos. O Sol girou em torno da Terra por 1.400 anos. A Física até o início do século tinha as leis de Newton como um de seus principais paradigmas. Com a Teoria da Relatividade, esse passou a ser um caso especial de outro paradigma. E continua mudando; no livro Universo Elegante, Brian Greene diz por exemplo que "A sugestão de que o nosso universo poderia ter mais de três dimensões pode parecer supérflua, bizarra ou mística. Na realidade, contudo, ela é concreta, e perfeitamente plausível". A teoria das supercordas, que unifica a Relatividade e a Mecânica Quântica, requer que existam 9 dimensões espaciais, além de uma temporal. Não vemos as outras seis porque elas estariam recurvadas. 
Nós e os paradigmas
Nós temos a capacidade de manter internamente um ou mais paradigmas ou modelos mentais. Estes definem em grande medida qual será a nossa visão do mundo, o que percebemos, boa parte dos nossos objetivos e muitas das nossas possibilidades de ação. Paradigmas filtram a percepção e podem ser tão poderosos que até determinam o que será real para a pessoa, como várias matérias nesta seção. Dizem por exemplo que há pessoas que não acreditam que o homem foi à Lua.
Crenças e verdades dificilmente subsistem por si só; normalmente elas estão agrupadas, sustentando umas às outras. Por exemplo, acreditar em Jesus Cristo está vinculado a acreditar em coisas espirituais, podendo estar associado também à crença na existência do diabo e de outros mundos ou dimensões. 
É possível mudar paradigmas?
Mudar um paradigma pode ser difícil, já que em geral está enraizado nas profundezas do inconsciente e por vezes não sujeito a questionamento ou atualização por feedback. Mesmo no meio científico isto ocorre: o próprio Einstein, que revolucionou os paradigmas da Física, teve dificuldades em aceitar a revolução seguinte, a da Mecânica Quântica. Max Planck (citado por Stanislav Grof no livro Além do Cérebro) disse que "uma nova verdade científica triunfa não porque convença seus oponentes fazendo-os ver a luz, mas porque eles eventualmente morrem, e uma nova geração cresce familiarizando-se com ela".
E mudar uma crença ou paradigma pode não ser tão difícil, é um exercício de possibilidades.   Uma forma bem fácil que eu conheço para enriquecer modelos mentais é simplesmente praticando perguntar "E se...". Experimente: e se você for ainda mais capaz do que está acreditando agora? E se você se tornar mais capaz meramente se dando mais tempo para o que quer? E se houver saída para toda e qualquer situação? E se houver infinitas possibilidades em cada momento? E se... você sonhar a noite toda com isso?
Na Maçonaria é a mesma situação, acostumamos e nos habituamos com o Rito Escocês praticado na imensa maioria das Lojas, que acaba ficando difícil deixar de sofrer influências deste rito sobre o Ritual de Emulação.  Esta influência acontece com  algumas crenças arraigadas no nosso subconsciente. 
Começamos pelo próprio nome, somos apelidados de Rito de York, quando querem se referir ao Ritual de Emulação quando o certo é Ritual de Emulação.  Rito de York é o rito americano ! Mas nos conformamos e aceitamos esta situação.
Por exemplo,  o exoterismo do rito escocês tende a influenciar nos trabalhos do Ritual de Emulação,  acredita-se que a Sala da Loja é um local sagrado no Rito Escocês e é chamado de Templo Maçônico  o que não existe no Ritual de Emulação, que é apenas um local como outro qualquer aonde os irmãos se reúnem sem nenhuma conotação espiritual.   Há irmãos que referem a existência de uma entidade espiritual chamada de Egrégora quando os irmãos estão reunidos em Loja, o que é um absurdo dentro do Ritual de Emulação.  Trabalhos de Aprendizes e Companheiros usam como referência bibliográfica  Rizzardo da Camino e outros autores advindos do Rito Escocês.  Outro costume alheio ao Ritual de Emulação é a necessidade de os irmãos ao usarem da palavra falar com o Sinal Penal, como no Rito Escocês, o certo é fazer o sinal  e ao começar a falar desfazer o sinal e falar normalmente sem necessidade de autorização do venerável mestre.   Faz parte da indumentária do Ritual de Emulação nas sessões ritualísticas o uso de luvas brancas o que não seguimos por conta de argumentos tais como clima quente no Brasil (Todas as Lojas hoje em dia possuem ar condicionado. Bem,  e por aí vai......... 
A resistências dos antigos a mudanças é muito forte, devido a dificuldade natural de mudanças de paradigma.  Manter o  Status Quo é muito mais fácil, mas temos que insistir e tentar.... Nunca é tarde para  mudar.


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domingo, 10 de fevereiro de 2013


A cidade e os filhos, nossos…

A cidade chora os filhos! Os Filhos da terra cumpriram a profecia, “tu és pó, e ao pó voltarás”. Tu és luz e em direção a ela caminhas… Homens, pais...
A cidade chora os filhos!
Os Filhos da terra cumpriram a profecia, “tu és pó, e ao pó voltarás”. Tu és luz e em direção a ela caminhas…
Homens, pais e mães, amigos ou simplesmente, meros espectadores, retratam no seu luto, a perda do ente mais querido. Angustia que misturada ao desespero, vai da incredulidade até a inteira consciência da impotência pessoal em face “a vida terrena”, quimera frágil, por vezes vilipendiada e desnutrida de moral, sedenta da pedra fundamental, sedenta de vida, que é vista solta na inquietude de um momento apenas..
Mas, que farão os homens da terra? Agora interpelados pelo Criador! Sim, chamou para si na sua maioria, meninos e meninas, que estavam na flor da idade, sedentos da vida, orgulhosos da conquista diária do saber, a grande maioria de jovens, traduzido apenas no titulo de “escolhidos”.
Escolhidos, não que serão os únicos. Mas, que assentam na nossa vida, algo que não podemos deixar escapulir, uma lição, uma dúvida, uma pergunta, uma verdade ou uma grande dúvida…
O momento os ceifou da terra amada ! Sonhos de uma vida inteira pela frente, esperanças de um País melhor, de um mundo quem sabe mais humano… Momentos infinitamente importantes do convívio familiar, da amizade e das conquistas mundanas que esperavam muito deles.
Ontem, desconhecidos e anônimos. Hoje, o conhecimento dos seus nomes, rostos e sonhos, pouco importam…. A importância esta na lição que deixaram, na forma em que devemos pensar doravante, o que queremos para nós mesmos: família, cidade, nação e mundo.
Não é pensar grande, é pensar apenas no que somos, de onde viemos e para onde vamos. Mas acima disso, é conviver com a dor, viver de forma diferente, pensar na tragédia, não a delineando como uma comédia da vida, mas permeando seus ensinamentos, suas raízes e suas dúvidas.
Vamos viver e conviver! Superar é uma palavra forte demais, recente demais, dura demais, insensível demais, aos olhos sensíveis de familiares, amigos e daqueles que viram a sua vida passada a limpo…
Pais, Amigos, familiares e o mais insensível do transeunte anônimo da vida, não passará desapercebido, não da tragédia da vida, mas do livre pensamento, da gota que transmuta o pó na vida, a vida que transforma no pó, e da lugar a luz!
Não vamos esquecer. Cada um por seus motivos. Vamos aprender, cada um no seu modo, tempo e lugar. Vamos ler no livro da vida, aprender da forma mais dura, com os fatos. Mas vamos ao menos tentar que o replay da vida nos coloque frente a frente com a dúvida da vida.
Adiante, vamos olhar, tirando as lições do ontem.

Citação:
“Não senhor, obrigado. Com meu dinheiro, faço coisas nas quais acredito”. [Larry DePrimo, policial de NY., Disse nestes termos... Após ter ajudado alguém e o estado tentou ressarcir o que havia gasto].
Assim, “façamos coisas nas quais acreditamos…”
Que o criador conforte a todos…
Ivair Ximenes Lopes, MM
[O texto é meu e fica autorizada a reprodução, citada a fonte]
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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

DIA INTERNACIONAL DO MAÇOM



Nos dias 20, 21 e 22 de fevereiro de 1.994, realizou-se em Washington, nos Estados Unidos, a Reunião Anual dos Grãos-Mestres das Grandes Lojas da América do Norte (Estados Unidos, Canadá e México).

Na ocasião, estiveram presentes como Obediências Co-Irmãs (Sister Jurisdictions) , a Grande Loja Unida da Inglaterra, a Grande Loja Nacional Francesa, a Grande Loja Regular de Portugal, a Grande Loja Regular da Itália, O Grande Oriente da Itália, a Grande Loja Regular da Grécia, a Grande Loja das Filipinas, a Grande Loja do Irã, no exílio; além do Grande Oriente do Brasil, com uma delegação chefiada por seu Grão-Mestre Francisco Murilo Pinto, que ali estava como observador.

Ao encerramento dos trabalhos, o Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, Ir \ Fernando Paes Coelho Teixeira, apresentou uma sugestão encampada pelos Grãos-Mestres de todas as Grandes Lojas dos Estados Unidos e mais as do México e Canadá, no sentido de fixar o dia : 
 22 de fevereiro como o DIA INTERNACIONAL DO MAÇOM, a ser comemorado por todas as Obediências reconhecidas, o que foi totalmente aprovado.

E por quê 22 de fevereiro?

Porque foi no dia 22 de fevereiro de 1.732, em Bridges Creek, Na Virginia (EUA), que nasceu GEORGE WASHINGTON, o principal artífice da independência dos Estados Unidos. Nascido pouco depois do início da Maçonaria nos Estados Unidos - o que ocorreu em 23 de abril de 1.730, no estado de Massachussets - Washington foi iniciado a 4 de novembro de 1.752, na "Loja Fredericksburg nº 4", de Fredericksburg, no estado da Virginia; elevado ao grau de Companheiro em 1.753, e exaltado a Mestre em 4 de agosto de 1.754.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013



PRINCÍPIOS  FUNDAMENTAIS DO RITUAL DE EMULAÇÃO


No  Brasil  a maioria das Lojas   foram  fundadas por irmãos oriundos do REAA.    Por esta razão ainda persiste no interior das Lojas do Ritual de Emulação costumes e hábitos oriundos do REAA.
Vemos muitos irmãos  ainda  usando  termos,  tais como:  Balaustre ,   Prancha,  Oriente, Ocidente..etc,   em Loja do Ritual de emulação, o que está errado, os termos corretos seriam,  Ata, Correspondência,  Leste e Oeste.
Mas muitos ainda estranham,  e muito, a simplicidade do Ritual de Emulação.   Um irmão até chegou a comentar:   “ por que não é lido o Salmo 133  na nossa Loja ?.   È tão bonito !!! Deveríamos ler  na abertura da Loja... “ Oh, quão bom e quão suave é os irmãos viverem em união ... etc “, dizia ele. 
O principio e a coluna mestra do Ritual de Emulação, é a  crença no  Grande Arquiteto do Universo, e mais nada !!
Em 1723,  o ministro presbiteriano escocês Dr. James Anderson, publicou as Constituições da Maçonaria. É neste documento que estão dois baluartes da Maçonaria: a proibição de temas políticos e sectário-religiosos no interior das lojas e a exigência dos membros possuírem a crença num Ser Supremo.  Neste Ritual,  foi eliminado qualquer resquício de qualquer tipo de esoterismo, exoterismo, cabala, astrologia  e  numerologia, tão comuns em outros ritos...
No Ritual de Emulação, a Bíblia está lá,  em Loja,  mas não é lida, apenas é uma  lembrança  e referencia aos  irmãos de que existe um  Deus , que é o Grande Arquiteto do Universo.    Nada de religião esotérico, existe neste rito.
Quando falamos de Maçonaria Pura, estamos falando, da primeira Loja, oficial do mundo moderno, a Grande Loja da Inglaterra ou UGLE.   Todos os outros ritos são posteriores ao Ritual de Emulação.       O  “Rito Escocês Antigo e Aceito”  surgiu oficialmente  em 1801  nos EUA, para denominar o sistema composto pelos 25 graus do Heredom e mais os 08 graus lá criados, formando o sistema de 33 graus como é praticado hoje, quando então  nasceu o 1º Supremo Conselho do REAA no mundo.    A maçonaria original tinha somente dos 3 primeiros graus simbólicos, outros graus superiores, foram sendo acrescentados ao longo dos anos.  
Esta é a razão de no Ritual Inglês,  não existirem , signos do zodíaco,  corda de 81 nós, estrela flamígera,  cálice da amargura,  provas do fogo, prova da água, câmera de reflexões  aonde o profano faz seu “testamento”, e  muitos outros enxertos esotéricos  existentes em outros ritos.   

O documento foi expedido em 13/6/2012 por J. Derek Robson, Grão-Mestre do Estado Australiano de Gales do Sul.

GRÃO MESTRE PROIBE ESOTERISMO EM LOJA !



Devido a forte influência de outros ritos no 
Ritual de Emulação, foi feito um Edito  expedido em 13/6/2012 por J. Derek Robson, Grão-Mestre do Estado Australiano de Gales do Sul,  PROIBINDO QUALQUE TIPO DE ESOTERISMO EM LOJA  e especifica:

1. A Educação Maçônica oficial, autorizada, incluindo suas instruções, é regular apenas quando aplicada à Maçonaria Especulativa ou Livre e Aceita (Maçonaria Regular).

2. Em virtude de interpretações bastante divergentes quanto ao termo “esotérico” e seus derivados, eu me acho preocupado quanto ao modo impróprio como eles vêm sendo empregados na Maçonaria Regular. O termo ser deve ser evitado, uma vez que foi e poderá ser empregado em detrimento da Maçonaria.

3. Eu exorto os maçons a fazerem progressos diários adquirindo conhecimentos maçônicos. Especulações e discussões devem ficar restritas aos Landmarks da Ordem.

4. A exposição de trabalhos e a condução de discussões interpretativas na Maçonaria Regular, devem visar a aquisição progressiva de conhecimentos maçônicos voltados à compreensão dos segredos e dos mistérios da Ordem, que promovam a fraternidade humana sob a paternidade divina. Para evitar equívocos, tais exposições e discussões devem ser tratadas como assuntos “especulativos” e o termo “esotérico” não deve ser empregado.

5. A Maçonaria Regular não permite nenhuma forma de esoterismo que englobe ou contenha tendências em relação ao ocultismo, magia, alquimia,astrologia, misticismo profano, transcendentalismo, druidismo, rosacrucianismo, satanismo, ou qualquer movimento relacionado a estes assuntos. A apresentação, o endosso, e/ou a promoção de tais assuntos em qualquer das lojas jurisdicionadas à Grande Loja Unida de Nova Gales do Sul e Territórios ACT, estando a oficina aberta, em recreação, fechada, deve ser considerada como irregular e estritamente proibida.

6.     Qualquer violação deste Edito constitui grave conduta anti-maçônica, devendo ser              julgada como tal.

7. O Grão-Mestre pode, vez ou outra,  conceder permissão para a apresentação de trabalhos sobre assuntos esotéricos. Sem tal autorização, que estabelece certos termos e condições impostas por ele,  o ato constitui violação do edito. O pedido de autorização [para a apresentação de trabalhos dessa natureza]  deve ser feito por escrito e enviado ao Grão-Mestre, por meio do Grande Secretário.    A permissão só será concedida se o trabalho proposto tratar-se de peça genuína de pesquisa maçônica.

DEREK J ROBSON  -  GRÃO-MESTRE 
New South Wales & Australian Capitol Territory (NSW & ACT

Devemos respeitar outros ritos maçons,  cada rito tem suas características, mas não podemos aceitar que  dentro de uma Loja do Ritual de Emulação, sejamos influenciados por  simbolismos alheios ao rito original.    Se  não desejamos aceitar estas verdades, mudemos de rito e voltemos ao REAA. 


MESTRE INSTALADO - NÃO É GRAU !!!


Pediu-me o Irmão que dissertasse sobre um uso que indevidamente vem se tornando um   costume e assolando a Ordem de modo geral, qual seja o de lançar no livro de presenças o “grau” de Mestre Instalado, ou de ser cumprimentado ou cumprimentar aos ex-Veneráveis Mestres como Mestres Instalados. Para melhor compreensão do tema nos reportarmos à    Sessão de Instalação, ou seja de posse do Presidente de Loja Maçônica.
Ouve-se em muitas discussões e pronunciamentos a adoção do termo “Trono de Salomão”. Não se sabe se por acharem o termo bonito, pomposo ou por pura ignorância por terem ouvido outros Irmãos utilizarem tais termos e decidiram repeti-lo sem o devido conhecimento.
Com todo o respeito, ousamos discordar da utilização da expressão Trono de Salomão, e o faço antes que se espalhe de vez pela Ordem, influenciando mais algum Irmão desavisado. Muito menos posso concordar que exista o “grau” de Mestre Instalado, ou seria o mesmo que concordar que tenha sido instituído o que eu denomino como o grau 3 e meio (3,5).
Trono de Salomão só existe na cerimônia de Instalação (ou Posse) de Veneráveis Mestres, posto que se tenta reproduzir o Templo ou o Palácio de Salomão, onde existia um Trono. A cadeira que se encontra no Oriente, no REAA, é simplesmente o Trono, mais nada. Não é de Salomão nem do Venerável. Trono é só uma cadeira.
O correto é dizer que, sentados ao Altar, ficam, o Venerável, no Trono, e a mais alta autoridade do Simbolismo, á direita do Venerável, o qual deveria ser exclusivo, do Grão Mestre. Essa, inclusive, já é uma concessão que reputo à vaidade de alguns maçons porque, na realidade, esse lugar do Grão-Mestre não pode ser ocupado por ex-veneráveis em qualquer lugar que a Maçonaria seja praticada seriamente.        Isso é o que me traz a tradição maçônica, antes de tantos entendidos mexerem no ritual.
Para instalação de um Mestre na Cadeira de Salomão, é exigida a passagem por uma cerimônia de instalação, que é uma distinção especial. Um Mestre é dito instalado quando ocupa a função para qual passou pela respectiva cerimônia. Neste ato o Mestre Maçom muda de
avental e passa como Venerável Mestre a dirigir os trabalhos da Loja.
Portanto, quando o Venerável Mestre passa o malhete para seu sucessor, ele deixa de estar instalado, pois senão significaria que ele ainda estaria ocupando a cadeira agora destinada a um outro Irmão, não é mesmo? O Mestre Instalado, depois de cumprida a honrosa missão de presidir os trabalhos e de liderar seus Irmãos e sua Loja , torna-se ex-Venerável Mestre, no gozo das regalias previstas no regulamento.                         A tradição, a bem da verdade, orienta que deveria ocupar o lugar de Guarda do Templo, que é 
um dos cargos mais importantes em Loja.   No entanto vemos comumente, vários ex-veneráveis sentados ao lado do Venerável e um aprendiz fazendo a função de Guarda do Templo. 
O uso e costume, é que tem levado os ex-Veneráveis a continuarem usando o MI, em vez de serem ex-Veneráveis de Loja, ou como queiram Past-Venerável Mestre. Pior é que entendo como sendo tudo uma questão de vaidade, o que na prática deveríamos combater, afinal devemos buscar submeter nossas vontades e vencer nossas paixões.
Hoje, infelizmente, vemos que alguns Mestres Maçons, ex-Veneráveis de Loja, brigam para manter o status de MI, tentando serem tratados quase que com veneração, com inúmeros direitos. É claro, que há também mestres maçons, que defendem com unhas e dentes, a manutenção dessa situação, a de MI, pois sonham em ser também MI e outros porque
acreditam na legitimidade da denominação.
Vale lembrar que a situação de Mestre Instalado não é pré-condição para aceitação de um Mestre nos Graus Filosóficos, justificando não ser considerado como grau maçônico, e sim qualidade especial.
Já pensou se um mestre maçom, ou como gostam de ser chamados os MI, que ocupam graus nos corpos filosóficos, resolverem assinar a lista de presença utilizando o grau filosófico também, teríamos por exemplo: MM9, MM14, ou então MI15, MI33, etc ...
A condição especial é que confunde os Irmãos, pois a instalação ocorre uma única vez e o ex-Venerável que tenha sido instalado, se for ocupar novamente a cadeira de Salomão, não necessita passar pela cerimônia de instalação. É isto que faz o irmão querer manter o termo MI.
A rigor, se no livro de presenças se pede para lançar o Grau do Irmão, dever-se-ia lançar os numerais 03, informando que se trata de um Irmão Mestre Maçom, ou 02 de Companheiro Maçom, e finalmente 01 se for lançada a presença de um Aprendiz Maçom. Estes sim, são Graus da Maçonaria Simbólica. Entende-se o lançamento das letras M.’.M.’., Comp.’.M.’. ou Ap.’.M.’. representando Mestre Maçom, Companheiro Maçom e Aprendiz Maçom, mas daí a lançar-se M.’.I.’. no lugar destinado ao grau, denota-se tratar de uma enorme vaidade.
Dessa forma, com todo respeito aos trabalhos de um Venerável Mestre, que são de modo geral louváveis e dignos de todos elogios, procuramos aqui não negar as qualidades que esses Irmãos têm ou demonstraram ter, mas simplesmente mostrar que esse negócio de Mestre Instalado pode ser fruto apenas de vaidade, e nada mais.
Dessa maneira, entendo que na lista de presença temos que assinar MM e quando de saudações aos Irmãos usarmos Mestres Maçons, Ex-Veneraveis de Loja.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

RITO SCHRÖEDER



Rito Schröder 


É  um ritual maçônico utilizado por algumas lojas na Alemanha, é um rito que por sua simplicidade se aproxima muito do Ritual de Emulação, criado por FRIEDRICH ULRICH LUDWIG SCHRÖDER, que foi um dos reformadores da Maçonaria Alemã, e submetido aos Mestres de Hamburgo em 29 de junho de 1801, que o adotaram por unanimidade, desde logo, conquistou numerosas Lojas em toda a Alemanha e em outros países, onde passou a ser praticado, principalmente, por maçons de origem alemã e logo recebeu o cognome de seu fundador, RITO SCHRÖDER.
Por sua simplicidade e beleza, o RITO SCHRÖDER tem sido erroneamente conhecido como Rito Escocês Simplificado.
Em 1789, diante da febre de reformas que se apodera da Maçonaria Alemã, quando as Lojas de Hamburgo alteraram as cerimônias, símbolos e insígnias, o Irmão SCHRÖDER sentiu que este caminho seria a ruína da Instituição e apôs-se tenazmente aos reformistas, com seus propósitos.
Convencido da necessidade urgente de reformular a Maçonaria Alemã, através do restabelecimento da prática da verdadeira e antiga Maçonaria, SCHRÖDER começou em Hamburgo, em 1790, a elaborar um novo ritual para a Grande Loja Provincial da Baixa-Saxônia, subordinada à Grande Loja de Londres, isto é a Grande Loja dos Modernos como assim diziam os que se intitulavam “Antigos”, que não possuía um Ritual escrito em inglês com um texto autêntico.
A reação de SCHRÖDER fez com que os maçons de Hamburgo verificassem que havia necessidade de expurgar todas as excentricidades e vícios que estavam desnaturalizando a Maçonaria. e, criando uma “Comissão de Estudos”, confiaram-lhe a presidência da mesma. Isso levou-o a abolir todos os enxertos que já tomava de assalto a Maçonaria Alemã.
Perseverante, estudioso e incansável, SCHRÖDER baseou todo o seu trabalho sobre o texto de “Three Distinct Knocks...[1]
Ele sentia profundamente que princípios éticos e morais eram a essência da Maçonaria e ele os formulava com grande cuidado e em colaboração com os mais educados maçons do seu tempo. Isto dá ao seu Ritual um caráter particular próprio, expressando tendências espirituais da Alemanha por volta do século XVIII. A tendência para a Maçonaria Cavalheiresca ou Templária com um forte conteúdo Cristão – e mesmo Católico Romano, tinha desaparecido, bem como todos os elementos de esoterismo e ocultismo que dominavam a Maçonaria da sua época, restaurando o Antigo Ritual Inglês, adaptando-o porém para a cultura e para o idioma germânico Fortaleceu-se a tendência de que moral elevada e princípios éticos deveriam ser as essências características da Arte Real.
Em 29 de junho de 1801, na magnífica sessão em que os Veneráveis Mestres das Lojas de Hamburgo aprovaram por unanimidade o novo Ritual, estava na verdade reunida a Grande Loja Provincial de Hamburgo e da Baixa-Saxônia, no que hoje chamaríamos de Assembléia Geral. Este fato por si só atesta a regularidade e a importância que o novo Ritual teve já no seu nascimento oficial. Seu idealizador, o Irmão Friedrich Ulrich Ludwig SCHRÖDER, ocupava o cargo de Deputado do Grão-Mestre, que era o maçom ilustre e celebrado Dr. Beckmann, e as Lojas de Hamburgo o adotaram por unanimidade. Depois de mais uma revisão de certas passagens, que não tinham concordâncias com a cerimônia, foi impressa uma edição limitada para todas as Lojas de Hamburgo. Desta edição existe somente uma cópia pertencente a uma Loja na cidade de Celle, cujo exemplar felizmente tem sido possível estudar. Por sua simplicidade e beleza, desde logo conquistou numerosas Lojas em toda a Alemanha e em outros países, onde passou a ser praticado, principalmente, por maçons de origens alemãs e logo recebeu o cognome de seu criador - RITO SCHRÖDER.
O RITO SCHRÖDER realmente ocupa uma posição de destaque entre os Ritos Maçônicos pela concordância com o Rito da Grande Loja Mãe da Inglaterra, pela eliminação de todos os adiantamentos inseridos no final do século XVIII, pelo espírito puro de humanismo, presente em seu cerimonial, e pelo brilho da linguagem clássica do alemão.
É um rito muito simples e trabalha, apenas na chamada pura Maçonaria ou seja, na dos três graus simbólicos, já que não possui Altos Graus.